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Familiares alegam que UPA do Icuí quer culpabilizar os pais por morte de criança na unidade

A família da criança esteve em frente ao IML, que foi liberado na tarde desta sexta-feira (4/4)

O Liberal

Familiares de Sofia Gabriele Silva, de 1 ano e seis meses, que faleceu na noite da última quinta-feira, 3, após ser atendida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Icuí, em Ananindeua, alegam que os médicos estariam tentando culpar os pais pelo falecimento da criança. Na tarde de sexta-feira, 4, a família esteve em frente ao Instituto Médico Legal (IML), no Benguí, em Belém, onde o corpo da menina foi liberado por volta das 14h30. A família contou à imprensa que profissionais da Polícia Científica do Estado do Pará (PCEPA) informaram ter constatado marcas no corpo da criança que poderiam ser de lesões causadas por agressões.

Lívia Conceição, de 24 anos, mãe de Sofia, afirmou que os pais foram pegos de surpresa pela informação. As alegações sobre as marcas no corpo da criança começaram ainda na UPA do Icuí. "A gente está aqui desde que mandaram o corpo da minha filha para o IML, por volta das 6h da manhã [de sexta]. Eles me chamaram para dizer que encontraram manchas no corpo dela, que seriam de espancamento. Foi da UPA que surgiu esse comentário dizendo que a criança estava com marcas no corpo", relatou.

A mãe de Sofia afirma categoricamente que nunca agrediu a filha. "Minha filha nunca foi agredida. Uma criança daquela fragilidade", declarou. "Eu estou chateada por causa disso, porque eu nunca agredi minha filha. Eu tenho outra, de 4 anos, que é toda saudável, bonita, fortinha... Não tem possibilidade de eu ter agredido minha filha", disse a mãe, em tom de desespero.

Negligência médica e falta de assistência na UPA

Lívia Conceição afirma que os profissionais da UPA do Icuí estão tentando culpar a família para não se responsabilizarem pelo que ela classifica como "negligência médica". A mãe contou que Sofia começou a apresentar sintomas estranhos após a primeira medicação feita na unidade de saúde. "Foi negligência médica, sim, desde as medicações que ela tomou. Desde a primeira aplicação, eu já senti que algo estava errado. Ela [Sofia] ficou toda trêmula, começou a chorar e a ficar muito fraca", afirmou.

Lívia também relatou que não recebeu nenhuma assistência humanizada durante o atendimento na UPA do Icuí. "Não me deram nenhuma assistência. Quando ela foi levada para a sala vermelha, todos ficaram me olhando porque eu estava desesperada. Eu abri a porta e mal consegui ver a Sofia, toda cheia de aparelhos. O pezinho dela já estava branco. Perguntei para a enfermeira se ela estava bem, mas ela me mandou sair e trancou a porta sem me dar nenhuma explicação", disse.

A família ainda alega que os profissionais da UPA tentaram esconder a morte da criança inicialmente. "Quando estávamos esperando na frente da UPA, disseram que ela ainda estava tomando medicação, mas ela já estava num saco preto, morta. Só soubemos que a Sofia tinha falecido quando a tia abriu a porta e viu o corpo dela dentro do saco", contou a mãe.

O pai de Sofia, Matheus dos Santos, relatou que supostos assistentes sociais do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Ananindeua foram até a casa da família e tentaram fazer com que ele assinasse documentos. "Foram até nossa casa, pessoas que eu nem conheço, querendo nos dar apoio com falsas informações. Pediram para assinarmos papéis, mas não assinamos porque a tia da minha esposa disse que não era para assinar nada, pois poderíamos perder nossos direitos", contou.

Velório e sepultamento

A família comunicou que o corpo de Sofia Silva será velado na tarde desta sexta, 4, na casa da avó materna, na Cidade Nova VII, em Ananindeua. O sepultamento deve ocorrer no sábado, 5, porém, o local não foi divulgado pelos familiares.

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