Distantes de casa, artistas falam das músicas que fazem lembrar de Belém

Fafá de Belém, Cacá Carvalho, Felipe Cordeiro e Jacob Serruya comentam os gostos variados, que vão de Waldemar Henrique a Félix Robatto.

Enize Vidigal
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A saudade de Belém tem o som de música para algumas pessoas. O Liberal perguntou a algumas personalidades nascidas na Cidade das Mangueiras, mas que moram em outros estados e países, quais a canção que as fazem lembrar da terrinha. Fafá de Belém e Felipe Cordeiro elegeram o mesmo clássico: “Bom Dia Belém”, dos Anos 70. Cacá Carvalho elegeu o eterno maestro Waldemar Henrique com “Tamba-Tajá”. E Jacob Serruya, que interpretava o Papai Noel na cidade, mas recentemente ganhou as manchetes como o primeiro brasileiro vacinado contra a Covid-19, em Israel, elegeu a guitarrada de Félix Robatto com o sucesso recente “Eu Quero Cerveja”.

Maria de Fátima, que adotou Belém no nome artístico, há 46 anos arrumou as malas em direção ao Sudeste do País em busca da fama nacional. Com a carreira consolidada em Brasil e Portugal, ela mantém residência em São Paulo, mas não deixa de visitar a cidade natal. “A música que pra mim é a cara de Belém é ‘Bom Dia Belém’, de Edyr Proença e Adalcinda Camarão. Essa música canta a saudade, as lembranças e tudo que se sente quando se chega em Belém depois de um tempo longe, ou quando se está longe se lembra de Belém. É a música que a cara da cidade pra mim”, revela.

Artista da nova geração da guitarrada, Felipe Cordeiro é outro belenense ilustre que se mudou para São Paulo há oito anos. Cantor, compositor e arranjador, Felipe encontra Fafá na mesma preferência: “Tem várias músicas que me lembram Belém, mas ‘Bom Dia Belém’ é a cara da cidade, foi gravada por Fafá e Olivar Barreto. Ela me remete a uma Belém idealizada. Espero que a gente entre num ciclo novo com uma cidade mais próspera, harmoniosa e bonita, que é o que a cidade e a população merecem”.

“Há muito que aqui no meu peito murmuram saudades azuis do teu céu/ Respingos de ausência me acordam luando telhados que a chuva cantou”, diz trecho da música, que foi uma das finalistas do I Festival Três Canções Para Belém, realizada em 1977.

Já o ator e diretor Cacá Carvalho, que há 42 anos deixou Belém, recorda: “Há em mim uma forte lembrança dos cantos folclóricos ensinados nas escolas. Músicas belíssimas do folclore paraense. Aquele momento em que o inesquecível professor Adelermo Matos fazia a afinação, era como se instaurasse um outro lugar dentro de todos nós estudantes do Alfredo Chaves. E daí saiam coisas lindas. ‘Tamba-Tajá’, do maestro Waldemar Henrique, me leva aos meus doze, treze anos já nos primeiros acordes”.

Esssa canção faz referência à planta homônima que é cercada de crenças amazônicas. “Tamba-Tajá me faz feliz/ Que meu amor me queira bem/ Que seu amor seja só meu de mais ninguém/ Que seja meu, todinho meu, de mais ninguém”, diz a letra.

Jacob Serruya reside há dois anos em Israel. Quem diria que o “bom velhinho” belenense é fã da guitarrada de Félix Robatto, de quem acompanha a carreira, e tem como música preferida “Eu Quero Cerveja”, de autoria do próprio Félix. “Não me importa onde eu for, aonde quer que eu esteja/ Peço um favor, que não me falte cerveja”, diz a letra.

“As músicas do Félix me fazem lembrar de Belém, sempre ouço aqui em Israel. Sinto falta da família, dos amigos, do Círio de Nazaré e tenho muita saudade da farinha e do açaí no almoço”, revela.

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