Maré alta e alagamentos em Belém: prejuízos em veículos podem chegar a R$ 28 mil
O mecânico João Guedes diz que é comum nesse período do ano os motoristas enfrentarem esse problema. Atualmente, ele está com um cliente que vai gastar em torno de R$15 mil reais

Nesse período chuvoso e de maré alta muitas vias de Belém sofrem com os alagamentos. Na última segunda-feira (31), por exemplo, vários pontos da cidade ficaram alagados. E quem sofre não são apenas os pedestres, que precisam molhar o pé na água. Muitos motoristas acabam tendo altos prejuízos por conta da invasão da água no veículo. O mecânico João Guedes, especialista em motos de carro, disse que todos os anos recebe um número considerável de clientes que enfrentam essa problemática.
João Guedes, 42, trabalha há 27 anos como mecânico e diz que é comum nesse período do ano receber clientes com prejuízos ocasionados pelos alagamentos das ruas de Belém. Atualmente, o mecânico está com dois casos em sua oficina. Ele explica que, na maioria das vezes, o prejuízo é causado quando afeta o calço hidráulico, que é quando o motor suga a água e ocorre a trinca do bloco.
"O carro acaba sugando água em vez de oxigênio. Em muitos casos, o carro já para na hora, mas tem outros casos que trava um pouco, depois funciona, mas depois de uns dias ocorre o travamento do motor", explica o mecânico.
Os casos variam de acordo com os modelos. Os carros fabricados no Brasil possuem o suspiro em um ponto mais alto, justamente pela nossa realidade. Mas muitos veículos estrangeiros possuem esse suspiro em uma região baixa, o que causa com facilidade a entrada de água no motor.
Em sua oficina, João Guedes está com dois carros com problemas no motor em decorrência de alagamentos. "Um dos veículos é importado e o bloco é feito com alumínio, o que encarece muito mais o serviço. Esse meu cliente vai ter um prejuízo aproximado de R$ 15 mil reais", explica o mecânico. Já o outro cliente apresenta o mesmo problema e deve gastar um valor aproximado a R$ 15 mil.
"Por isso, é muito importante que os motoristas fiquem atentos e fujam dos alagamentos e também não estacionem em locais de costumam alagar", alertou o mecânico.
Outro tipo de problema causado aos veículos são as queimas de módulos de carros eletrônicos. "Quando a água atinge esses módulos o prejuízo também é enorme. Já vi cliente ter prejuízo de R$ 28 mil reais", acrescenta João Guedes.
Na última segunda-feira (31), vários pontos de Belém ficaram alagados por conta da maré alta. A área do Marcado do Ver-o-Peso, vários pontos da avenida Bernardo Sayão e da Perimetral. Inclusive, uma Van ficou no “prego” em meio ao alagamento.
Maré em Belém
Nesta quarta-feira (2), o coeficiente de maré é considerado alto com 72 pontos. O primeiro pico será às 1h20 com 3,3ml e o segundo às 13h32 com 3,4ml.
Dicas
O mecânico diz que sempre procura orientar os clientes para que evitem passar por essa situação. Diante disso, ele orienta:
- Não trafegar por ruas alagas
- Procurar ficar atento sobre os pontos de alagamentos das vias de Belém
- Em caso de o motorista já estar em uma via alagada, verificar se a água bate na no meio da roda. Até nesse ponto é possível trafegar.
- Em casos, de vias de mão dupla, muito cuidado com os carros que trafegam no sentido contrário, pois pode provocar correnteza e a água invadir a área do motor
- Evitar estacionar os carros em vias que costumam alagar
Principais trechos que alagam em Belém
- A rua Avertano Rocha, na Campina
- A avenida Pedro Miranda, na Pedreira
- Av. Perimetral, Guamá
- Av. Bernardo Sayão, Guamá
- A passagem Euclides da Cunha, na Batista Campos
- O túnel do entroncamento
- A BR-316, em Ananindeua
- A rua Conselheiro, entre a Barão e Guerra Passos
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