Excluídos de projeto, flanelinhas marcam protesto no centro comercial de Belém para a próxima semana

Com concentração em frente ao Theatro da Paz, sindicalizados pretendem tomar as ruas a fim de serem incluídos no projeto Zona Azul da prefeitura

Eduardo Rocha

Flanelinhas de Belém definiram em reunião, na noite desta quinta-feira (28), na Escola Estadual Barão do Rio Branco, que farão um protesto na próxima quarta-feira (4) contra a posição da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) de não incluir a categoria no projeto Zona Azul, referente ao estacionamento de veículos na área central da capital paraense.

Em nota, a Prefeitura de Belém informou que "a pauta da reivindicação do Sindicato dos Guardadores de Carros de Belém é referente a um projeto datado do ano de 2016, que foi extinto por inviabilidade técnica, e que por enquanto não há nada definido sobre a criação de espaços de estacionamento rotativo em vias públicas".

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Guardadores de Veículos em Estacionamentos Públicos de Belém, Ronivaldo Andrade, a partir das 15h30 do dia 4 de dezembro, os flanelhinhas partirão da frente do Theatro da Paz, na Avenida Presidente Vargas, em direção ao Palácio Antônio Lemos, sede da prefeitura. Ao todo, são 1.183 sindicalizados.

"Não somos marginais", diz presidente

O presidente Ronivaldo Andrade explica que o sindicato procurou apoio do Ministério Público. "O Ministério Público fez um pedido para a Semob para que viesse incluir a gente (os flanelinhas) no projeto Zona Azul. E ela mandou a resposta para o Ministério Público, ao promotor Raimundo Moraes, do Meio Ambiente. Ele nos chamou e nos mostrou o documento da Semob que não inclui os guardadores de carro no projeto. Hoje (28) nós fizemos uma reunião para debater isso e, na quarta-feira, às 15h30, estamos saindo da frente do Theatro da Paz em direção à prefeitura para protestarmos para que o prefeito entenda que nós somos trabalhadores, não somos marginais", explicou Ronivaldo.

Ronivaldo destaca ainda que o projeto Zona Azul prevê que, a partir de janeiro, os condutores de veículos usem um espaço público no centro de Belém por duas horas. Se ultrapassar esse prazo, pagará multa e terá o carro guinchado. "O guardador de carro foi excluído do projeto, nos marginalizaram. E nós vamos mostrar que não somos marginais, somos trabalhadores e dependemos diretamente dessa atividade", enfatizou Ronivaldo.

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