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Batedores de açaí ameaçam iniciar greve e cobram fiscalização nas feiras

Reunião com a prefeitura definirá os rumos da situação

Maycon Marte
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Os batedores de açaí de Belém ameaçam iniciar uma greve geral a partir de 1º de abril por mais fiscalização nas feiras onde o fruto é comercializado. A categoria cobra a presença da Secretaria Municipal de Economia (Secon) nas feiras para garantir que os paneiros de açaí sejam comercializados com o mesmo padrão para todos. O batedor e representante da Associação da Cadeia Produtiva do Açaí (Acepab) Rochinha Júnior se reuniu com representantes da Secon na semana passada e aguarda conversa com a prefeitura para definir sobre o início da paralisação.

A relação entre barqueiros e batedores já estava estremecida, devido às acusações sobre um esvaziamento proposital dos paneiros por parte dos barqueiros. A última reunião de ambos, com a presença dos agentes fiscalizadores municipais na Feira do Açaí, terminou de maneira amistosa. Mas, a não continuidade dessa fiscalização voltou a agitar os comerciantes que reivindicam a criação de uma lei municipal para assegurar a medição na capital paraense. O posicionamento da Secon sobre as reivindicações da categoria foi solicitado e o espaço segue aberto.

O representante explica que o diálogo sobre a criação de um instrumento legal no município com essa finalidade existe desde a gestão municipal anterior, com um acordo prévio firmado entre as partes. Após a troca de representantes, a categoria tenta retomar a conversa e acelerar a efetivação da fiscalização. Segundo ele, a mobilização tem a adesão da “maioria da feira e dos vendedores”. “A medição tem que ser algo mais concreto e o poder público precisa entender que o açaí é o único fruto que não é pesado em Belém, e está sendo pesado avulso, o que é errado”, explica.

Segundo ele, as fábricas que adquirem o produto no estado compram os paneiros pesados, porque são asseguradas pela lei das indústrias e, por isso, “querem o mesmo direito”. Nesse caso, o paneiro é vendido com 30 kg, sendo 28 kg do fruto e 2 kg do paneiro em si.

“A lei de comercialização fala que todo fruto que contenha massa precisa ser pesado, pode ver que no supermercado você sabe o que leva pelo quilo, mas o açaí não, aqui ele está sendo vendido avulso e a gente está pagando muito caro por isso, essa medida falta no nosso bolso e o consumidor que paga no final”, reforça.

Nesta quinta-feira (27), o líder do movimento pretende tentar um primeiro contato com o prefeito de Belém, Igor Normando, durante a celebração do aniversário do Ver-o-Peso. As informações sobre a reivindicação já foram encaminhadas ao prefeito e, a partir do seu posicionamento, a categoria decidirá pelo início da greve ou não. Rochinha diz que a resposta final sobre a paralisação deve sair até no máximo sábado (29).

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Como vai funcionar

A paralisação seguirá o mesmo princípio da greve do ano passado, quando os batedores fecharam as entradas que dão acesso à Feira do Açaí, prejudicando a comercialização. Dessa vez, às obras de revitalização que acontecem no espaço devem facilitar a nova paralisação, caso ocorra, já que a maior parte da feira está isolada. A data escolhida também não foi ao acaso, ela converge com o período em que a parte que compreende a Feira do Açaí será reaberta ao público, após a reforma.

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