Interdição da BR-230 dura 4 dias e deixa motoristas sem alimentos e água
Bloqueio de garimpeiros e indígenas em Itaituba começou na sexta-feira

Por causa do bloqueio da BR-230, em Itaituba, no sudeste do Pará, motoristas reclamam da falta de alimentos e de água. A informação é da Polícia Rodoviária Federal, que, na manhã desta terça-feira (6), confirmou que a BR-230 continua fechada nos dois sentidos. E com filas de aproximadamente 14 Km na direção Mato Grosso/Itaituba e 17 Km no rumo Itaituba/Campo Verde. A atualização da PRF foi feita às 7h10.
O protesto é realizado por indígenas e têm o apoio de garimpeiros. Eles continuam interditando a BR-230 (Transamazônica), em Campo Verde, distrito de Itaituba. O bloqueio começou no dia 2 deste mês, quando cerca de 150 indígenas da etnia Munduruku interditaram dois pontos da rodovia – no KM-1105, no sentido Itaituba, e 1110, no sentido Santarém.
Os manifestantes querem o encerramento das operações de fiscalização de órgãos do governo federal no combate às atividades de garimpos ilegais, desmatamentos, em áreas indígenas. Essas ações do Ibama têm resultado em multas e destruição de máquinas utilizadas para a realização de atividade de garimpo ilegal, informou a PRF.
Aliado a isso, os manifestantes estão pleiteando a legalização dessas atividades , conforme Projeto de Lei de N°191/2020 que autoriza e estabelece critérios para a exploração mineral em reservas indígenas, o qual já está tramitando e vai a votação no Congresso Nacional, pois também se beneficiam da extração de minérios na região e se sentem prejudicados pelas operações de fiscalização.
A interdição está ocorrendo na BR-230. Mas interfere no trânsito da BR-163, pois as rodovias são perpendiculares. Segundo o policial rodoviário federal Thiago Cezario, o objetivo da PRF é negociar a retomada da rodovia da forma mais rápida possível. Mas pede a paciência e a colaboração dos cidadãos que utilizam a rodovia para evitar transtornos maiores. "Evitarmos animosidades tanto por parte dos manifestantes quanto por parte dos cidadãos que necessitam utilizar a rodovia", disse. "Estaremos presentes durante todas as etapas de negociação até a normalização do fluxo naquela região", afirmou.
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