Banco da Amazônia fecha 2024 com resultado recorde e mais crédito para a região
Com R$ 15,6 bilhões desembolsados em 2024, banco fortalece projetos sustentáveis e inclusão financeira

O Banco da Amazônia atingiu uma marca inédita em 2024: foram R$ 15,6 bilhões em crédito distribuídos na região, número que representa um crescimento de 19,2% em relação ao ano anterior. O resultado, apresentado no último dia 28 de março, reforça o papel da instituição como um dos principais motores de financiamento na Amazônia Legal.
O patrimônio líquido cresceu 11%, fechando o ano em R$ 6,5 bilhões. Já os ativos totais alcançaram R$ 54,3 bilhões, aumento de 20,1%. A carteira de crédito teve alta de 9% e manteve um bom nível de qualidade: 93% das operações estão classificadas entre os níveis de risco AA a C. A inadimplência ficou em 2,15%, abaixo da média do setor bancário.
Mesmo assim, diante das incertezas econômicas e da pressão sobre o setor rural, o banco ampliou para R$ 1,5 bilhão a provisão para créditos de liquidação duvidosa (PCLD), o que acabou impactando o lucro líquido, que fechou o ano em R$ 1,1 bilhão.
Crédito verde, inclusão e municípios com baixo IDH
Um dos focos do banco foi reforçar o apoio a áreas com menor desenvolvimento e incentivar iniciativas sustentáveis. R$ 10 bilhões foram destinados a municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e R$ 7,7 bilhões foram aplicados em linhas verdes, voltadas para energia renovável, bioeconomia e infraestrutura sustentável.
A agricultura familiar também teve impulso. As contratações pelo PRONAF cresceram 72%, totalizando R$ 1,3 bilhão. O programa “Basa Acredita para Elas”, voltado para o crédito a mulheres empreendedoras, teve um salto de 201,5%, alcançando R$ 234,5 milhões.
“A região Norte brasileira tem muito potencial para expansão e produtividade, mas ainda é carente em crédito. O Banco da Amazônia é um parceiro importante para os negócios locais e isso explica a expansão da nossa carteira de crédito no ano passado, por exemplo. A nossa expectativa é de manter o crescimento para os próximos anos”, analisa Luiz Lessa, presidente do banco.
Receita em alta, gastos sob controle
Mesmo com o aumento das despesas administrativas, que chegaram a R$ 1,3 bilhão, o banco conseguiu ampliar receitas. As tarifas bancárias renderam R$ 252,5 milhões em 2024, com R$ 63,4 milhões apenas no último trimestre. Já as receitas de Del Credere, ligadas ao Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), subiram 18,4%, fechando o ano em R$ 1,9 bilhão.
Outros números chamaram atenção: a recuperação de crédito cresceu 40,6%, somando R$ 390 milhões, e as receitas com seguros tiveram alta de 128%, chegando a R$ 67,6 milhões. O índice de eficiência operacional ficou em 30,5%, um dos melhores do sistema financeiro brasileiro.
“Encerramos 2024 com conquistas relevantes e a certeza de que estamos no caminho certo. Mesmo com os desafios, mantivemos nosso foco no desenvolvimento da Amazônia com responsabilidade, inovação e impacto positivo. Vamos seguir crescendo e transformando vidas na região”, completa Lessa.
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