Retrospectiva: relembre 5 crimes que mais repercutiram no Pará em 2024
O ano de 2024 chega ao fim com crimes que chocaram os paraenses, ganharam repercussão nas redes sociais e causaram comoção entre a população
Em 2024, o Pará teve muitos momentos marcantes. Acontecimentos bons e ruins marcaram a história do Estado, incluindo crimes que chegaram a ter repercussão nacional. Entre eles, destacam-se a morte do jogador do Remo, Ricardinho, durante um tiroteio, e o caso de dopagem no beach tennis. Confira cinco crimes que mais repercutiram no Pará em 2024.
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Morte de jogador do Remo
No dia 7 de outubro, o Pará ficou em luto após a morte de Ricardo Emanuel Alcântara Paiva, o "Ricardinho", atacante de 22 anos do Clube do Remo. O atleta foi vítima de um triplo homicídio no bairro São José, em Marituba, na Região Metropolitana de Belém, durante um tiroteio que também vitimou Daivison Lucas da Silva Braga e Flávio de Jesus de Souza.
Ricardinho estava afastado dos gramados para tratar de uma lesão e, no dia do crime, havia jogado em uma arena local. Testemunhas relataram que os três amigos estavam conversando em uma calçada quando um carro se aproximou e os ocupantes abriram fogo.
O crime foi registrado por câmeras de segurança e gerou grande comoção entre torcedores e paraenses.
Idosa dopada e roubada durante novena
No dia 5 de novembro, durante uma novena no Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no bairro do Telégrafo, em Belém, uma idosa foi dopada e teve seus pertences roubados por uma mulher que ofereceu um "remédio milagroso". A vítima começou a sentir sono logo após ingerir a substância e foi socorrida por fiéis após desmaiar na saída da igreja.
O caso gerou indignação nas redes sociais e fez com que a Arquidiocese de Belém iniciasse uma apuração para prevenir novos incidentes durante os eventos religiosos. A idosa foi levada em segurança para casa e orientada a registrar um boletim de ocorrência.
Torcedor do Remo baleado após RexPa
O clássico entre Remo e Paysandu, realizado no dia 7 de abril, pela final do Parazão, teve um desfecho trágico no estacionamento do lado A do Mangueirão. Paulo Alexandre Silva, de 30 anos, torcedor do Clube do Remo, foi morto a tiros durante uma briga generalizada entre torcidas.
O autor do crime foi identificado como o sargento da reserva da Polícia Militar Cristóvão Augusto Alcântara Evangelista, que recebeu voz de prisão após o ocorrido. Imagens que circularam nas redes sociais mostraram o momento do confronto e os disparos que vitimaram Paulo Alexandre.
O caso gerou ampla comoção e discussões nas redes sociais. Além de ser preso, o sargento foi exonerado de suas funções.
Dopagem no beach tennis
Em dezembro, um caso inusitado envolvendo o universo esportivo veio à tona. Uma jogadora de beach tennis passou a ser investigada pela Polícia Civil sob suspeita de dopar adversárias em clubes e arenas de Belém.
No dia 7 de dezembro, câmeras flagraram a mulher colocando uma substância em um copo pertencente a uma adversária em uma arena no bairro do Souza. Exames confirmaram o uso de Zolpidem, um sedativo tarja preta usado no tratamento de insônia.
Até o momento, mais de dez pessoas relataram ter sido vítimas da suspeita, que pode responder por lesão corporal ou tentativa de homicídio. O caso teve grande repercussão nas redes sociais, especialmente entre praticantes do esporte.
Estupro em shopping
Em 31 de outubro, um crime bárbaro ocorreu nas escadas de emergência do Shopping Boulevard, em Belém. Um homem de 29 anos foi preso acusado de estuprar um menino de 12 anos após abordá-lo no banheiro do estabelecimento. O caso só veio à tona no dia 21 de novembro, após investigação da Polícia Civil.
Durante a prisão, realizada no município de Ananindeua, o suspeito confessou o crime e revelou ser soropositivo. Ele não utilizou preservativo durante a violência sexual, agravando ainda mais o impacto do crime.
O caso gerou grande repercussão nacional. A vítima recebeu tratamento médico e psicológico para minimizar os danos causados pela violência.
*(Hannah Franco, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Tainá Cavalcante, editora web de OLiberal.com)
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