logo jornal amazonia

Paraenses presos em submarino com cocaína são interrogados pela polícia portuguesa

A corporação não forneceu detalhes sobre os procedimentos adotados em relação aos presos

O Liberal

Os três paraenses presos transportando quase sete toneladas de cocaína em um submarino que cruzava o Oceano Atlântico foram interrogados nesta quinta-feira (27) pela polícia portuguesa. A embarcação, de 18 metros de comprimento, foi interceptada nas proximidades do arquipélago dos Açores. Dentro dela, além da droga, havia cinco tripulantes: três brasileiros – entre eles dois paraenses da cidade de Abaetetuba e um de Igarapé-Miri, um colombiano e um espanhol.

Os paraenses foram identificados como Nelson de Páscoa Corrêa, de 61 anos, José Mauro Gonçalves, de 52, e Maikon Reis da Silva, de 38. Segundo a polícia portuguesa, essa foi a maior apreensão de uma embarcação do tráfico na história da Europa. A polícia não forneceu detalhes sobre os procedimentos realizados em relação aos presos.

“Este submergível é o primeiro que temos conhecimento a ser apreendido em pleno oceano. Estas embarcações são construídas em estaleiros artesanais ilegais em territórios imensos, depois é colocá-los na água”, explicou Luís Neves, diretor da Polícia Judiciária de Portugal.

VEJA MAIS

image Apreensão de 'submarino do tráfico' que prendeu paraenses contou com policiais de quatro países
Portugal, Estados Unidos, Espanha e Reino Unido participaram a operação que teve três paraenses presos

image Saiba quem são os paraenses presos em submarino com 7 toneladas de cocaína no Oceano Atlântico
Os suspeitos, naturais de Abaetetuba e Igarapé-Miri, não eram novatos na atividade criminosa, segundo as autoridades envolvidas na operação, e possuíam treinamento específico para a missão

image Três paraenses são presos em submarino com quase 7 toneladas de cocaína no Oceano Atlântico
Os paraenses foram identificados como moradores de Abaetetuba e Igarapé-Miri

A operação contou com a participação de polícias e agências de combate ao tráfico na Europa e nos Estados Unidos. As investigações indicam que o submarino partiu do Brasil, saindo de Macapá, e a carga tinha como destino final diversos países europeus.

“Este é um rude golpe em uma organização criminosa, uma organização criminosa que procura encharcar a Europa de muita cocaína. A cocaína está na base de muito crime violento que se passa na Europa”, afirmou Luís Neves.

Ligação com o PCC

As autoridades portuguesas descobriram que organizações criminosas que utilizam tecnologia avançada estão por trás dessas embarcações, entre elas o Primeiro Comando da Capital (PCC), grupo que já é alvo de investigações na Europa há pelo menos cinco anos.

Desde então, cerca de 20 integrantes do PCC foram presos em Portugal. A prisão mais recente ocorreu há duas semanas, quando uma investigação da Polícia Federal em Santos identificou Gabriel Martinez Souza, conhecido como “Fant”, como um dos chefes do grupo na Baixada Santista. Ele é suspeito de coordenar mergulhadores especializados em esconder cargas de cocaína nos cascos de navios cargueiros, que posteriormente eram recuperadas na Europa.

“Vai conhecendo, indicação, vê que a pessoa tem know-how nesse tipo de atividade de mergulho e a pessoa acaba sendo cooptada. Essa pessoa tinha conhecimento, conhecia a estrutura, e esse local que eles colocavam era um local perigoso, que se o navio fosse acionado, provavelmente, a pessoa seria sugada e viria a óbito. Então é um trabalho bem meticuloso e que requer uma experiência ali, um trabalho especializado mesmo”, explicou Rodrigo Perin Nardi, chefe da Polícia Federal em Santos.

Só em 2024, a Polícia Federal apreendeu 700 kg de cocaína escondidos em cascos de navios no Porto de Santos. Gabriel, apontado como chefe dos mergulhadores, tem cidadania espanhola e se mudou para Portugal em setembro de 2021. Ele morava com a família em uma mansão a 37 km de Lisboa. Agora, a Justiça portuguesa analisa um pedido de extradição para que ele responda pelos crimes no Brasil.

Com informações do g1.

Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱
Polícia
.
Ícone cancelar

Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo!

Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é.

Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos.

Por favor, desative ou remova o bloqueador de anúncios do seu navegador para continuar sua navegação sem interrupções. Obrigado!

RELACIONADAS EM POLÍCIA

MAIS LIDAS EM POLÍCIA