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Em quase dois anos, mais de 500 acidentes com ciclistas foram registrados em Belém

Nesta sexta, 28, ciclistas realizam ato em memória de vítima de atropelamento que tinha 6 anos de idade e pedem mais segurança no trânsito

O Liberal
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Entre janeiro de 2023 e setembro de 2024, 572 acidentes de trânsito envolvendo ciclistas foram registrados em Belém, de acordo com dados do Departamento de Trânsito do Estado (Detran). O mesmo balanço mostra que, no Pará, em 2023, foram registrados 865 sinistros com ciclistas, dos quais 71 resultaram em óbito (os dados do Estado de 2024 e 2025 ainda estão sendo contabilizados). Apesar de já preocupantes, esse número é considerado subnotificado, no entendimento da ciclista Rute Costa, membro do coletivo ParáCiclo, um dos que organizam, nesta sexta-feira, 28, uma bicicletada na cidade em prol de mais segurança no trânsito para quem se locomove por meio de bicicletas.

Nesta data, os ciclistas de Belém vão às ruas também em memória de Luna Christina Maia de Sales, menina de apenas 6 anos que morreu no dia 14 de março após ser atingida por uma carreta na avenida Perimetral, enquanto voltava da escola com a avó, no bairro do Guamá. A morte comoveu vários moradores e internautas, nas redes sociais. O protesto, organizado pelo coletivo Paráciclo e outros grupos, reforça a necessidade de infraestrutura adequada e respeito aos ciclistas na capital paraense. “O fato da morte da criança é um dos motivos, mas a gente vem cobrando há muito tempo melhores estruturas cicloviárias em Belém, tendo em vista que uma parcela muito grande da cidade usa esse meio de transporte”, comenta Rute.

A ciclista destaca que o trecho em específico onde morreu Luna morreu é bastante perigoso por não possuir ciclofaixa e sequer calçada, além de ser bastante movimentado. “Ali tem duas garagens de ônibus, além do fluxo de carreta pela Avenida Perimetral”, salienta.

De acordo com os dados do Detran, as mortes de ciclistas na capital foram 12, em 2023, e 14, em 2024 - número considerado subnotificado, na avaliação de Rute Costa. “Todos os dias morrem ciclistas. Todos os dias somos alvos de acidentes no trânsito e, muitas vezes, essas mortes não são nem divulgadas. Outras vezes, a pessoa sobrevive na hora, vai pro hospital e passa uma, duas semanas, morre e a morte dela acaba não sendo contada como sinistro de trânsito”, lamenta.

Rute também defende a importância dos ciclistas para uma cidade que se propõe a diminuir os impactos sobre a crise climática. “Hoje que a gente tá falando de crise climática, de altas temperaturas, com os carros sendo um dos principais poluentes. É importante melhorar a mobilidade por meio da bicicleta, mas as pessoas correm risco todos os dias. Além disso, a bicicleta é o principal meio e transporte da periferia, de gente para quem a bike não é uma escolha, mas o único meio de transporte possível”, defende.

De acordo com Rute, o coletivo ParáCiclo vem realizando um levantamento do número de ciclistas na capital paraense, mas ainda não possuem dados consolidados. A bicicletada em memória de Luna Sales e em reivindicação de maior segurança para os ciclistas de Belém tem a concentração marcada no Mercado de São Brás, a partir das 20h. O ponto de chegada é a avenida Perimetral com a rua Augusto Corrêa, no Guamá.

Relembre o caso da pequena Luna Christina

Luna Christina Maia de Sales, de apenas 6 anos, morreu durante um acidente envolvendo uma bicicleta e uma carreta, na avenida Perimetral, próximo à rua Augusto Corrêa, no bairro do Guamá, em Belém. O atropelamento aconteceu na manhã do último dia 14 de março, por volta das 7h30, quando Luna estava com a avó em uma bicicleta a caminho da escola, segundo testemunhas.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas e constataram a morte da criança no local. A avó dela, que sofreu ferimentos, foi socorrida e levada para uma unidade hospitalar. O motorista da carreta foi conduzido a uma delegacia para prestar depoimento.

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