Corpo encontrado em cova rasa é de jovem vítima de ‘tribunal do crime’ em Parauapebas
A vítima foi localizada na tarde de segunda-feira (9) em uma área de mata de difícil acesso
O corpo do jovem Adriel Ribeiro dos Santos foi encontrado na tarde de segunda-feira (9) em uma área de mata de difícil acesso no bairro Nova Vitória, em Parauapebas, no sudeste do Pará. A vítima estava desaparecida desde o dia 4 de março, quando familiares denunciaram que integrantes de uma facção criminosa teriam sequestrado Adriel no bairro Vila Rica.
De acordo com as autoridades, o cadáver foi localizado por volta das 18h, já em avançado estado de decomposição, após dias de buscas realizadas por equipes na região. As diligências foram conduzidas pela Polícia Civil, por meio da 16ª Superintendência Regional de Carajás e da Delegacia de Homicídios de Parauapebas, com apoio da Polícia Militar, Guarda Municipal e Corpo de Bombeiros.
Localização
As buscas se concentraram principalmente em áreas de mata próximas ao Rio Parauapebas e à Estrada de Ferro Carajás (EFC), consideradas de difícil acesso. Durante as varreduras, os agentes percorreram trilhas e pontos que, segundo as investigações, costumam ser utilizados por criminosos para esconder objetos furtados ou descartar evidências.
Após a localização do corpo, a Polícia Científica do Pará foi acionada para realizar os procedimentos periciais no local e providenciar a remoção do cadáver. As investigações indicam que o jovem pode ter sido vítima de um chamado “tribunal do crime”, prática utilizada por facções criminosas para julgar e executar pessoas consideradas culpadas dentro das regras impostas por esses grupos.
O caso começou a ser apurado após familiares registrarem o desaparecimento de Adriel. A partir da denúncia, a Delegacia de Homicídios iniciou diligências e analisou imagens de câmeras de segurança, que teriam registrado o momento em que a vítima foi levada por vários suspeitos.
Desaparecimento
Durante as ações policiais, cinco adolescentes foram apreendidos por atos infracionais análogos aos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e participação em organização criminosa. Em uma das diligências, os agentes também localizaram um dedo humano em um local indicado durante as investigações, que foi encaminhado para perícia e pode pertencer à vítima.
A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação e que as equipes continuam trabalhando para identificar e responsabilizar todos os envolvidos no crime. Até o momento, não foi divulgado qual facção criminosa estaria por trás do assassinato.
A Redação Integrada de O Liberal solicitou mais informações sobre o caso para a Polícia Civil e aguarda o retorno.
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