Demanda por mariscos em Belém deve crescer até 90% na Semana Santa, estimam empreendedores

Com o aumento dos insumos, negociar é essencial para segurar os preços

Gabi Gutierrez

A aproximação da Semana Santa movimenta o setor de pescados e mariscos em Belém, com expectativa de aumento na demanda entre 80% e 90%, segundo empreendedores do setor. Apesar da procura ainda discreta nos primeiros dias de abril, comerciantes acreditam que o volume de vendas subirá significativamente nos dias que antecedem a Sexta-Feira Santa.

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Gabriel Oliveira, dono de uma rede de estabelecimentos especializados, afirma que já está preparado para atender às altas vendas. “Temos parcerias com fornecedores certificados e legalizados. Normalmente, compramos cerca de 500 quilos por vez, mas para a Semana Santa reservamos cerca de 5 mil quilos. Nossa estrutura conta com câmara frigorífica para armazenar os produtos com qualidade”, explica.

O vendedor de mariscos Ivanildo Louzeiro, no entanto, relata que o fenômeno ao aumento dos preços. “O defeso do caranguejo e do camarão é um dos principais fatores que encarecem os produtos, somado ao aumento do combustível e do frete. O camarão está mais escasso porque outras regiões estão comprando, o que afeta a oferta aqui”, explica.

Expectativa para 2025

Apesar disso, os empresários do ramo apostas em um crescimento expressivo das vendas na semana da Páscoa. “Na Semana Santa mesmo, nos dias próximos, a gente tem um aumento. Em relação à venda de hoje, esperamos um crescimento de aproximadamente 100%”, diz Ivanildo, enquanto Gabriel aposta que o aumento da demanda na loja seja de 80% a 90%.

Ivanildo também acredita que o cenário pode ser ainda melhor do que no ano anterior. “Nós esperamos aqui que sim, que a venda desse ano agora seja melhor do que no passado. A gente está nessa expectativa e já está até estocando mercadoria, porque realmente, como acabei de lhe falar, na semana mesmo a procura é muito grande. No decorrer dos 15 dias anteriores, a venda começa a melhorar, mas na semana mesmo é que a procura é grande pelo marisco, pelo camarão, pelo caranguejo. Então, a gente está na expectativa de que supere o do ano passado, mesmo com esses problemas de preço. Mas a gente sempre espera o melhor.”

Negociar é essencial para segurar os preços

Para equilibrar os custos e evitar impactos excessivos no bolso do consumidor, Gabriel Oliveira aposta em negociações antecipadas. “A relação com fornecedores é essencial. Compramos em grandes quantidades, pagamos adiantado sempre que possível e buscamos acordos que garantam um preço competitivo sem comprometer a qualidade”, afirma. Mesmo assim, ele estima que os reajustes nos preços ficarão entre 3% e 5% devido à alta demanda.

Consumidores

A consumidora Betânia Mendes vai servir pratos com pirarucu e camarão nos encontros da Semana Santa. Ela revela que sentiu os reflexos da alta nos preços e conta que precisou se planejar com antecedência. "Como os preços aumentam e queremos fazer algo bem bacana para a família, a gente já foi se preparando pra comprar um peixe e um camarão de boa qualidade", disse. 

Com uma família de oito pessoas, Betânia revela que costuma investir cerca de R$ 300 apenas com pescados e mariscos para manter as tradições dessa data.

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