Trump taxa Brasil em 10% de 'tarifa recíproca'; União Europeia vai pagar 20%

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou nesta quarta-feira, 2, que assinará a ordem para as tarifas recíprocas, que passam a valer à meia-noite no horário local, afirmando que "muitas vezes os amigos são piores que os inimigos". Ele anunciou tarifas básicas de 10% para o Brasil e 20% para a União Europeia.
"Culpo os outros presidentes americanos por não terem colocado tarifas recíprocas. Começa agora a era de ouro dos EUA", declarou ele, acrescentando que os consumidores terão preços menores.
O republicano também confirmou, a partir da quinta-feira, 3, tarifas de 25% sobre automóveis importados.
Segundo ele, as taxações apoiarão os fazendeiros norte-americanos.
O presidente norte-americano apresentou uma tabela que exibia quanto custava para os Estados Unidos a importação de produtos e quanto vai passar a custar para os países-parceiros.
A China, por exemplo, cobra 67% e passará a ter a taxação de 34%. Segundo o levantamento apresentado por Trump, a União Europeia cobra 39% e passará a ser cobrada em 20%.
Países que cobram 10%, como Brasil, Argentina e Chile, tiveram taxas recíprocas iguais cobradas. Já a parceira Costa Rica, que cobra 17%, passará a ser cobrada em 10%. Segundo o levantamento, vários países vão ser cobrados abaixo do cobram. Mas a tabela não mostra o resultado da balança comercial entre esses países, pois, mesmo cobrando mais, podem ter mais dinheiro indo para os Estados Unidos que entrando em alguns desses países.
Além das medidas tarifárias, Trump citou os altos investimentos que a Apple e Nvidia farão no país, além de outras empresas como Meta, Eli Lilly, Honda, Hyundai.
O republicano ainda disse que seus antecessores estavam errados sobre o Nafta e sobre a China e que tem respeito pelo líder chinês, Xi Jinping, e pelo país, "mas eles estavam se aproveitando de nós".
México e Canadá
Durante o anúncio das tarifas recíprocas sobre importações aos Estados Unidos, o presidente norte-americano justificou a imposição de sobretaxas - em especial ao México e ao Canadá - afirmando que "não podemos pagar os déficits" de ambos os países
Anteriormente, Trump já havia dito que as tarifas cobradas pelos vizinhos norte-americanos a produtos importados dos EUA ajudavam as nações a pagar suas dívidas internas. "Os países tiraram muita riqueza dos Estados Unidos", pontuou o republicano. "Hoje estamos priorizando os trabalhadores e colocando os EUA em primeiro lugar. Os outros países podem nos tratar mal. Vamos calcular o total (desse tratamento) nas tarifas", declarou.
O presidente dos EUA ainda criticou o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), afirmando que o país "perdeu muito dinheiro" com o acordo.
Ele voltou a repetir o discurso de sua campanha eleitoral e afirmou que o Nafta foi um dos responsáveis pela perda de quase 4 milhões de empregos nos Estados Unidos.
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