Filme santareno "Mãe vira Porca: na ilharga do Aritapera" encerra gravações

A ideia é que o curta fique pronto no próximo mês de setembro e será lançado em Santarém e, na sequência, apresentado em festivais

Bruna Lima
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A partir de um espetáculo de teatro surgiu o curta "Mãe vira Porca: na ilharga do Aritapera", que tem roteiro de Diego Alano e direção de Fábio Barbosa. O curta paraense encerrou a gravação, em Santarém, com cenas de espaços reais da cidade e de comunidades vizinhas, como a Vila do Aritapera. A ideia é que o curta fique pronto no próximo mês de setembro.

A ideia do roteiro surgiu para a proposta do Edital da Lei Paulo Gustavo, já que o primeiro curta de 15" nasceu em 2021 e teve uma boa aceitação do público. "As pessoas sempre diziam que a história deveria ser continuada. E quando surgiu a proposta da Lei Paulo Gustavo resolvemos dar continuidade com um projeto que já era nosso", pontua Fábio Barbosa, que faz parte do Grupo de Teatro e Pesquisa Papa Xibé.

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Ele explica que o curta é uma continuação literal da obra de 2021, para quem já assistiu vai ver que Paulette e Vira Porca estão mais amigas e, em meio ao enredo, acontece um fato inusitado que deixa a Mãe Vira Porca pedindo ajuda e força para Paulette. A segunda parte do título "na ilharga do Aritapera" tem a ver com uma das falas do primeiro filme, quando Mãe Vira Porca diz que toca os tambores na ilharga do Aritapera.

"É uma obra que saiu dos palcos do teatro e foi para as telas. Produzir essa continuação é incentivar que as nossas narrativas possam ir além, sonhamos em ser a primeira trilogia de um filme de ficção dessa região. E o mais importante, projetos como esse geram oportunidade para uma dezena de profissionais da cultura que estão conosco fazendo o projeto aconetcer", fala Fábio Barbosa, diretor e produtor executivo.

Ao longo da história do filme 2, o público vai descobrir o que essa Vila Aritapera tem a ver com a história ficcional. "A ambientação do trabalho tem a ver em mostrar a nossa cidade, Santarém, a partir de um ângulo que queremos. Nós queremos que as pessoas se enxerguem nas telas do cinema ou do youtube", disse o diretor Fábio Barbosa.

As gravações estão sendo realizadas em pontos de verdade da cidade como forma de trazer as paisagens santarenas para o público. " A gente tem uma expectativa boa de ser uma representação desses espaços e brincar com a ficção e realidade. As gravações encerraram e o filme deve estrear no próximo mês de setembro", acrescenta Fábio.

Diego Alano, que é roteirista do filme, explica que a história surgiu a partir de um espetáculo "As mocorongas", de 2012 (Mocorongo é o termo usado para quem nasce em Santarém). A partir disso, a peça fez sucesso, pois era um espetáculo voltado para a representatividade feminina. Entre as histórias, tinha a Mãe Vira Porca.

O roteirista explica que a Mãe Vira Porca é uma vidente do bairro de Salvação, em Santarém, que recebe Paulette, um homem gay, que deseja que leia seu futuro. "Ele quer saber só o futuro e no primeiro curta ela incorpora no pai da Paulette, que já é falecido e a partir disso mostramos questões sociais e culturais das cartomantes", destaca Diego.

Já no filme 2, Diego pontua que Paulette vai crescer como personagem e também terá mais ação. "Paulette vai para uma comunidade ribeirinha para cumprir a missão dada pela Mãe Vira Porca" , pontua o roteirista. O filme se trata de uma ficção gravada em cenários reais com a proposta de identificação do próprio público.

O elenco e a produção são formados por artistas e profissionais de Santarém como forma de incentivar a cultura e o trabalho dos fazedores de cultura local.

“No momento, não se pode dar muitos detalhes, pois corremos o risco de dar spoilers, mas podemos garantir muita representatividade na equipe de produção, identificação do público com os cenários amazônicos, com as personagens e muita diversão", explicou o roteirista Diego Alano.

A produção conta com uma equipe de mais de 20 profissionais de diversos segmentos, incluindo Átila Pereira (Diretor de Fotografia), Hiago Lira (Diretor de Arte), Mourrambert Flexa (Coordenador de Produção), Elisa Aleixo (Produtora de Elenco e Locação) e Andressa Kelly (Produtora de Arte). No elenco, destacam-se Dany Riker (Mãe Vira Porca), Evandro Boa Morte (Paulette), Maycon Cruz (Catita), além do elenco convidado Alenilson Ribeiro, Jefferson Dantas, Marco Antônio Teixeira e Wagner Bentes.

Sobre o Grupo

O Grupo de Teatro e Pesquisa Papa Xibé foi fundado em 2012 por acadêmicos de antropologia da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA). Focado em temas como afro-religiosidade e cultura amazônica, o grupo atualmente conta com 30 membros e já produziu diversos espetáculos e filmes, incluindo comédias e peças infantis. Sempre valorizando e destacando produções relacionadas à temática amazônica.

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