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Prefeitura convoca reunião para discutir nova tarifa de ônibus em Belém; alta pode chegar a 46,25%

Sindicato das empresas defende aumento de R$ 4 para R$ 5,85, enquanto a Prefeitura, por meio da Segbel, propôs que a passagem de ônibus seja reajustada para R$ 5,54

O Liberal

A Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade de Belém (Segbel), antiga Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) convocou as 18 entidades que fazem parte do Conselho Municipal de Transporte de Belém para uma reunião extraordinária na sexta-feira (28.02), 9h30, no Plenário da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Pará (Segup). Durante a reunião, os membros do Conselho vão discutir a nova tarifa de ônibus em Belém, com a apreciação e votação das planilhas apresentadas pelo Sindicato que representa das empresas de transporte urbano da capital paraense (Setransbel) e pela própria Segbel.

No caso do Setransbel, o aumento proposto é de 46,25%, o que elevaria a tarifa para R$ 5,85. Já a Prefeitura de Belém, por meio da Segbel, propôs uma tarifa de R$ 5,54, que representa um aumento de 38,50%. Em nota, a prefeitura do município informou que os cálculos e as planilhas que fizeram com que a tarifa fosse estipulada neste valor serão explicitados na reunião do Conselho Municipal de Transportes, que acontecerá no dia e local que constam na matéria. 

Tarifa e poder aquisitivo da população

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Segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que faz parte do Conselho Municipal de Transporte de Belém, as propostas de reajuste levam em consideração o equilíbrio financeiro das empresas, com especial destaque para a recomposição dos custos planilhados, mas não atendem ou consideram o poder aquisitivo da população, mensurado principalmente pela inflação calculada desde o último reajuste, em março de 2022, quando a passagem passou de R$ 3,60 para os atuais R$ 4,00.

A inflação medida com base no INPC/IBGE está estimada, desde abril de 2022 até fevereiro de 2025, em cerca de 12%, percentual bem abaixo dos propostos para o reajuste da tarifa, aponta o Dieese. 

Caso a proposta da Segbel com a tarifa de R$ 5,54 seja aprovada, o gasto mensal do usuário que apanha duas conduções diárias e não tem vale transporte, passaria dos atuais R$ 192 para cerca de R$ 265,92 com um impacto em relação ao atual salário mínimo de aproximadamente 17,52%, conforme a análise do Dieese/PA.

Com a proposta do Setransbel, de tarifa de R$ 5,85, o gasto mensal do usuário que pega duas conduções diárias e não tem vale transporte passaria dos atuais R$ 192,00 para cerca de R$ 280,80, com um impacto em relação ao atual salário mínimo de aproximadamente 18,50%.

Mesmo após a análise do Conselho, a decisão será do prefeito de Belém, Igor Normando.

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