Na homilia deste domingo, padre Cláudio Pighin fala sobre a importância da conversão
“A conversão é uma instância urgente para a nossa vida, porque, sem ela, não podemos dar bons frutos”, disse o religioso

Neste terceiro domingo de Quaresma, padre Cláudio Pighin destaca a importância da conversão. Ele cita um trecho do Evangelho de Lucas (Lc 13, 1-9) que fala exatamente sobre arrependimento e conversão.
“Para compreendermos este trecho evangélico de Lucas, precisamos contextualizá-lo. Estamos ao longo do caminho que vai da Galileia até Jerusalém, onde Jesus será condenado e crucificado e, no terceiro dia, ressuscitará”, disse. “Dito isto, vemos que aconteceu um fato claro sobre os galileus que Pilatos tinha matado enquanto ofereciam sacrifícios. A notícia que chegou aos ouvidos de Jesus sobre o massacre do governador romano (Pilatos) alarmou as pessoas, que ficaram com medo e começaram a se questionar sobre o porquê disso. Cada um qual tentava a resposta para entender o massacre”, continuou.
No entanto, diz padre Cláudio Pighin, “a resposta do Messias (Jesus) os ajuda a compreender melhor o acontecido para poder iluminar a vida deles e saber tirar lições de vida. Fica bem claro que tudo isso não é um castigo de Deus, mas de maneira categórica convida-os para a conversão. É preciso mudar a própria vida. Além do mais, Jesus acrescentou outra tragédia para fazer entender melhor aos seus interlocutores”.
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Muitos comentaram esse fato provavelmente devido ao temporal que provocou a queda da torre, matando 18 pessoas abrigadas nela. “Em geral, as pessoas diziam que foi um castigo de Deus. Mas Jesus insiste: ‘se vocês não se converterem, vão morrer todos do mesmo modo. Porém, não aceitaram o convite de Jesus e não mudaram de vida”.
Quarenta anos depois, Jerusalém foi destruída e morreram muitas pessoas no famoso templo de Jerusalém. “A proposta de paz do mestre ficou somente nas palavras, não souberam praticar a palavra de Jesus na vida cotidiana. Consciente disso, o nazareno quis instruí-los de novo com a parábola da figueira plantada no meio da vinha”, contou.
A vinha, segundo as escrituras, representa como Deus pai ama o seu povo enquanto seu dono. “No entanto, Jesus, o enviado pelo pai, é o agricultor que protege a vinha, intercedendo para a conversão. A conversão é uma instância urgente para a nossa vida, porque, sem ela, não podemos dar bons frutos. De fato, disse o mestre, além de não produzir frutos, ela só fica esgotando a terra. Isto é: vivendo a nossa vocação cristã de maneira superficial, nos tornemos desfrutadores da graça recebida por Deus. Tudo isso prejudica não só a nós mesmos, mas também aos outros, como péssimo exemplo de testemunho de fé”.
Concluiu o padre: “A esterilidade da nossa vida cristã é a verdadeira ameaça da nossa convivência de seguidores de Jesus. Uma mediocridade cristã gera pessimismo e desconfiança e Jesus te chama à conversação. Você aceita?. Feliz Quaresma e feliz Campanha da Fraternidade”
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