Prefeitura de Ananindeua abre apuração interna para investigar morte de criança na UPA do Icuí
Sofia Gabriele Silva, de 1 ano e seis meses, tinha dado entrada na unidade na quinta-feira (3/4), com sintomas de diarreia e vômito
A Prefeitura de Ananindeua informou nesta sexta-feira (4/4) que abriu uma apuração interna para averiguar e tomar atitudes no caso da morte de Sofia Gabriele Silva, de 1 ano e seis meses. A criança morreu na noite de quinta (3/4) após ser atendida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Icuí, em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. Ela havia dado entrada no local com sintomas de diarreia e vômito.
Em nota, a prefeitura informou que a paciente, “com histórico recorrente de atendimentos por, entre outros motivos, desidratação, deu entrada pela manhã com quadro de diarreia, e vômitos mas com sinais vitais normais, recebendo hidratação, tratamento e prescrição para os sintomas”.
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“À noite a paciente retornou em estado gravíssimo e foi imediatamente encaminhada a sala vermelha, onde a equipe realizou com urgência o atendimento seguindo todos os protocolos clínicos. Infelizmente após todo esforço do corpo clínico a paciente evoluiu a óbito”, acrescentou.
Ainda conforme o comunicado, a prefeitura afirmou que “em razão do quadro e contexto da paciente, inclusive pré-atendimento, a equipe médica acionou imediatamente as autoridades competentes para apuração da causa da morte”.
Por fim, a Secretaria de Saúde, que se solidarizou com a família e amigos de Sofia, disse que segue à disposição para qualquer esclarecimento, “reforçando seu compromisso com a transparência e ética”.
Investigação da Polícia Civil e do CRM-PA
Na manhã desta sexta-feira (4/4), diversas autoridades se manifestaram dizendo que investigam o caso. A primeira delas a comentar o assunto foi a Polícia Civil, que informou em nota que “perícias foram solicitadas e testemunhas são ouvidas para auxiliar nas investigações”.
Além disso, o Conselho Regional de Medicina do Pará (CRM-PA) também se posicionou sobre o ocorrido e informou que abriu procedimento apuratório. “Ressaltamos que todos os procedimentos que dão entrada neste Regional são apurados, e de acordo com o art. 1°, do Código de Processo Ético-profissional, os processos tramitam sob sigilo”, comunicou o CRM-PA.
O caso
De acordo com relatos da família, Sofia começou a passar mal ainda pela manhã de quinta (3/4). Por volta das 9h, os pais a levaram até a UPA do Icuí, onde ela recebeu medicação e foi liberada para retornar para casa. No entanto, segundo o pai da menina, o mecânico Matheus do Remédios dos Santos, de 22 anos, o estado de saúde da criança piorou logo após o retorno.
Diante do agravamento do quadro, a família retornou com a criança à UPA. Lá, ela foi medicada novamente e levada para a sala vermelha, área destinada a pacientes em estado grave, mas, segundo os familiares, sem o acompanhamento de nenhum responsável.
Sofia Gabriela era asmática, mas considerada uma criança saudável e ativa pela família. Os parentes afirmam não entender o que, de fato, aconteceu dentro da unidade de saúde.