Casos de gravidez na adolescência acendem alerta e impulsionam campanha educativa em Marabá
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) deu início a um conjunto de ações educativas e de conscientização sobre o assunto
Só no ano de 2022, 811 adolescentes ficaram grávidas em Marabá e isso acendeu o sinal de alerta no sistema público de saúde do município. Assim, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) deu início em fevereiro a um conjunto de ações educativas e de conscientização sobre o assunto. Para isto, estão envolvidas também as secretarias de Educação e Assistência Social, além do Conselho Municipal dos Direitos das Crianças e Adolescentes (CMDCA), com o objetivo de levar informação às unidades de saúde e escolas do município.
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“A importância de disseminarmos essa campanha tanto nas escolas quanto nas unidades de saúde, no município de forma geral, é justamente para diminuir os números de incidência de gravidez na adolescência. Nós sabemos dos riscos que pode trazer tanto para a mãe quanto para a saúde da criança. O nosso trabalho é para que eles não venham a precisar de uma assistência de alta complexidade lá na frente", explicou Gabriela Cavalcante, coordenadora de Saúde da Mulher da SMS.
A campanha foi lançada com a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, iniciada em 1º de fevereiro, mas terá desdobramentos em todas as fases de atendimento à adolescente. A primeira delas, executada diariamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), com o planejamento familiar. Este trabalho contempla distribuição de preservativos e contraceptivos (em pílulas ou injetáveis), além de visitas domiciliares, onde Agentes Comunitários de Saúde passam informações e orientações.
Apesar do número de casos de adolescentes grávidas no ano passado, esse um cenário que já apresenta melhora. “Ano passado, por exemplo, não lembro de ter visto jovens abaixo de 14 anos grávidas, o que era uma coisa comum. Já é um avanço, a gente perceber que a faixa de idade aumentou para 15 e 16 anos”, afirmou Ary Eduardo Silva, gerente da UBS Emerson Caselli. Para ele, a informação exerce papel fundamental na redução desses casos.
"A gente tem uma palestra com as gestantes, que acaba disseminando na comunidade. É importante também a orientação com as enfermeiras, para mostrar o cuidado que precisa ter com a gravidez, que não é uma brincadeira, é uma coisa séria que vai afetar para sempre a vida da pessoa. Tem uma campanha que fala que criança não namora, criança tem que se preocupar em estudar, em primeiro ter educação e informação”, defende.
Segundo estudo da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), alguns dos principais obstáculos para a prevenção da gravidez na adolescência são a desinformação e a falta de orientação sexual no âmbito da família e na escola. Como consequências de uma gravidez não planejada na adolescência, surgem a evasão escolar e a rejeição familiar. Em muitos casos, a gravidez se desenvolve sem a correta realização o pré-natal e há situações em que ocorre o aborto espontâneo, a tentativa de interromper a gestação em condições inseguras, a mortalidade materna e nascimento prematuro
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