Três funcionários de mídias russas morrem na Ucrânia
Comitê de Investigação da Rússia anunciou a abertura de uma investigação criminal pelas mortes; autoridades da região indicaram que muitos civis também morreram na ação
Um correspondente de guerra do principal jornal da Rússia, um cinegrafista e um motorista da televisão pública russa morreram no leste da Ucrânia, anunciaram seus respectivos veículos nesta segunda-feira (24).
"O correspondente do Izvestia, Alexander Fedorchak, foi assassinado na área de operação militar especial", noticiou o jornal, empregando o termo utilizado pelo governo russo para sua ofensiva em larga escala na Ucrânia.
"Essa informação foi revelada na segunda-feira 24 de março", acrescentou a publicação, sem indicar se esse também é o dia da morte do jornalista.
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A emissora de televisão pública Zvezda, vinculada ao Ministério da Defesa russo, declarou que um cinegrafista e um motorista morreram no mesmo ataque. O veículo em que se deslocavam foi atingido por dois mísseis do tipo HIMARS, um sistema de lança-foguetes americano, assinalou o Zvezda.
O Comitê de Investigação da Rússia anunciou a abertura de uma investigação criminal por essas mortes em Luhansk, um oblast (região administrativa) do leste da Ucrânia ocupado quase por completo pelas tropas de Moscou. Essa fonte e as autoridades de ocupação do oblast indicaram que muitos civis também morreram na ação.
Anteriormente, o jornal Izvestia indicou que Fedorchak estava trabalhando perto de Kupiansk, no oblast de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia. As circunstâncias de sua morte "estão sendo esclarecidas", afirmou o veículo.
A agência pública de notícias russa TASS explicou que um de seus correspondentes, Mikhail Skuratov, ficou ferido no oblast russo de Kursk, onde as forças de Moscou tentam repelir os soldados ucranianos.
Em janeiro, um jornalista independente que trabalhava para o Izvestia, Alexander Martemianov, morreu por causa de um drone ucraniano no leste do país, segundo o jornal. Cerca de 15 jornalistas morreram no exercício de suas funções desde o início do conflito, em 24 de fevereiro de 2022, segundo ONGs especializadas.
O coordenador de vídeo da AFP na Ucrânia, Arman Soldin, morreu em 9 de maio de 2023, aos 32 anos, por um ataque de foguetes quando fazia uma reportagem em Chasiv Iar, perto do front de batalha no oblast de Donetsk.
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