Oposição apresenta recurso contra destituição do chefe do Shin Bet em Israel
A oposição israelense e uma ONG anunciaram, nesta sexta-feira (21), que apelarão da decisão do governo de Benjamin Netanyahu de destituir o chefe do Shin Bet, o serviço de inteligência e segurança interna.
Nas primeiras horas desta sexta-feira, o governo confirmou a destituição de Ronen Bar, em quem Netanyahu disse não confiar mais.
Em comunicado, o Movimento por um Governo de Qualidade denunciou uma "decisão ilegal" que representa "um risco real à segurança nacional".
O partido de centro-direita Yesh Atid, liderado pelo líder da oposição Yair Lapid, anunciou que havia entrado com um recurso em nome de vários partidos da oposição e denunciou uma "decisão tomada com base em um flagrante conflito de interesses do primeiro-ministro".
O recurso foi apresentado em nome de quatro partidos: Yesh Atid, a União Nacional (centro) do ex-ministro da Defesa Benny Gantz, os democratas de Yair Golan e o nacionalista Israel Beitenu de Avigdor Lieberman.
"O governo aprovou por unanimidade a proposta do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, de encerrar o mandato" de Ronen Bar, que deixará seu posto no Shin Bet quando um sucessor for nomeado ou até 10 de abril, anunciou o governo em um comunicado.
Netanyahu justificou sua decisão citando uma "perda persistente de confiança profissional e pessoal" em Bar.
No entanto, a oposição alega que Bar estava na mira de Netanyahu após envolver o governo no fiasco do sangrento ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, e na investigação do Shin Bet sobre o chamado "Catargate", um caso que implicou pessoas próximas ao líder em supostos pagamentos secretos do Catar.
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