Saiba como fazer um plano de estudos para o vestibular e o Enem
O plano de estudos ajuda o aluno a organizar o aprendizado de acordo com o tempo disponível
A prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), utilizada no processo seletivo de diversas universidades, cobra conteúdos relacionados a quatro grandes áreas do conhecimento que contemplam as disciplinas ofertadas ao longo das três séries. Para dar conta de tantas matérias, a organização dos estudos é uma grande aliada na preparação do aluno.
Um instrumento muito útil para isso é elaborar um plano de estudos para o vestibular. Com um plano, os estudantes conseguem se preparar de forma contínua, tendo como base as informações sobre a sua rotina de vida, a matriz curricular e as demandas de estudo. Dessa forma, não há sobrecarga e o aprendizado avança progressivamente.
“O planejamento e a organização auxiliam no direcionamento do aluno para o que precisa ser estudado, evitando o acúmulo de conteúdos e distribuindo melhor o tempo e os assuntos que precisam ser estudados. Com organização, dá para estudar, ter lazer e se exercitar. Não precisa abdicar totalmente de algo e diminui a carga de estresse”, ressalta Bianca Borges, diretora do Grupo Rosana Bastos.
A professora explica que é importante que o plano de estudos contemple o conteúdo programático com as principais dificuldades do aluno. Além disso, ela orienta a estruturar o plano distribuindo as disciplinas ao longo dos dias da semana, sem esquecer da necessidade de momentos de folga. Assim, é possível perceber os avanços e diminuir a pressão.
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“O essencial é que o plano seja possível de ser realizado. Não adianta fazer grandes planos com várias tarefas a serem cumpridas se o aluno não vai conseguir cumprir nem metade. Isso vai gerar ansiedade e estresse que vão fazer ele se desmotivar. O ideal é começar aos poucos, com pequenas atividades diárias, pequenos objetivos a serem alcançados”, sugere Bianca Borges.
Um efeito positivo desse planejamento será o estímulo e a percepção das conquistas e das metas a serem alcançadas. A professora Bianca Borges ressalta que isso servirá como um alívio sobre a saúde mental do estudante. Para ela, “um plano de estudos tira da mente o tanto de coisa que o aluno precisa fazer e torna mais palpável, mais possível, seguindo pequenas tarefas diárias. Por exemplo, uma hora de resolução de questões por dia resulta em mutas horas no final. Não precisa de excessos. Com constância o aluno fica mais motivado, menos ansioso e tende a manter a produtividade”.
O uso de agendas e planners auxiliam muito nesse processo, pois eles permitem registrar o que foi feito, fazer check list e organizar as futuras atividades. Mas o plano de estudos também pode ser elaborado com ferramentas digitais e gratuitas, como o Google Agenda, Google Keep e Evernote.
Uma das mais utilizadas é o Trello, uma plataforma com recursos visuais para o gerenciamento de projetos. O serviço tem interface simples com colunas que apresentam o andamento das tarefas. Esse e outros aplicativos permitem fazer comentários e anotações, definir tópicos, anexar fotos, vídeos e documentos, definir prazos, entre outras funcionalidades.
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