Preços das hortaliças, verduras e legumes em Belém sobem mais de 30% no primeiro trimestre de 2025

Conforme Dieese, reajustes no setor superam a inflação e afetam a compra de itens essenciais em feiras e supermercados da capital paraense; alguns itens, contudo, ficaram mais baratos.

Jéssica Nascimento
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Os preços das hortaliças, verduras e legumes comercializados em Belém dispararam no primeiro trimestre de 2025, com reajustes superiores a 30% em muitos itens. A pesquisa do Dieese/Pa (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) revela que, entre janeiro e março deste ano, os preços de produtos essenciais na alimentação dos paraenses seguiram uma tendência de alta, muito acima da inflação registrada para o período. Enquanto alguns itens sofreram redução, a maioria apresentou aumentos expressivos, impactando diretamente o bolso do consumidor local.

O que ficou mais caro?

De acordo com o levantamento realizado pela entidade, no primeiro trimestre de 2025, entre os itens que mais subiram, destacam-se a cenoura (37,36%), a cebola (31,33%) e o alface (22,35%)

O quilo da cenoura, que em dezembro de 2024 custava em média R$ 5,38, passou a custar R$ 7,39 em março de 2025. No mesmo intervalo de tempo, o quilo da cebola foi de R$ 3,32 para R$ 4,36. Já o preço médio do maço de alface variou de R$ 3,49 para R$ 4,27. 

Esses reajustes superaram em muito a inflação registrada para o mesmo período, que foi de 1,50%. Outros produtos como o maxixe (21,80%) e o chuchu (19,26%) também registraram altas expressivas.

O preço médio do quilo do maxixe passou de R$ 16,01, no último mês do ano passado, para R$ 19,50 em março deste ano. Já o do chuchu passou de R$ 5,66 para R$ 6,75 durante o mesmo período.

O que ficou mais barato?

Apesar dos aumentos gerais, alguns itens apresentaram queda no preço, trazendo alívio para o consumidor. A batata (-36,27%), a batata doce rosa (-16,93%) e a macaxeira (-11,39%) foram os principais itens que reduziram de preço no primeiro trimestre, oferecendo uma pequena vantagem para quem opta por esses produtos.

Em dezembro de 2024, o quilo da batata era R$ 8,63. Em março deste ano, custou R$ 5,50. No mesmo período, a batata doce rosa foi de R$ 6,97 para R$ 5,79. O preço médio do quilo da macaxeira seguiu a tendência de queda. Ele custava R$ 11,41 no último mês do ano passado e caiu para R$ 10,11 no terceiro mês de 2025.

Maiores altas nos últimos 12 meses

Em um comparativo anual (março de 2024 a março de 2025), o cenário de aumento de preços também foi predominante. A alface teve um aumento acumulado de 45,24%, seguida pelo maxixe (38,49%) e o cariru (33,91%).

O preço médio do maço de alface, em março do ano passado, custava R$ 2,94 e, em março deste ano, custou R$ 4,27. No mesmo período, o quilo do maxixe variou de R$ 14,08 para R$ 19,50 e o maço do cariru, de R$ 1,74 para R$ 2,33.

Esses produtos, entre outros, pesaram mais no orçamento dos consumidores, especialmente aqueles que dependem das feiras livres e supermercados para adquirir os itens de alimentação diária.

Quedas significativas de preços em alguns produtos

Por outro lado, houve quedas consideráveis em itens como a batata (-45,49%), a cebola (-44,74%) e a cenoura (-34,31%), que registraram os maiores recuos no período de 12 meses. Esses preços mais baixos, embora representem uma diminuição no custo de alguns itens básicos, não foram suficientes para contrabalançar os aumentos de outros produtos essenciais.

De março de 2024 a março de 2025, o preço médio do quilo da batata caiu de R$ 10,09 para R$ 5,50; da cebola, de R$ 7,89 para R$ 4,36; e da cenoura, de R$ 11,25 para R$ 7,39.

Preço atual dos produtos mais caros e variação no 1º trimestre de 2025, segundo Dieese/Pa

Cenoura (kg): R$ 7,39 - (37,36% mais cara)
Cebola (kg): R$ 4,36 - (31,33% mais cara) 
Alface (maço): R$ 4,27 - (22,35% mais cara)
Maxixe (kg): R$ 19,50 - (21,80% mais caro) 
Chuchu (kg): R$ 6,75 - (19,26% mais caro)

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