‘Seletivas Se Rasgum Amazônia’ divulgam os dez selecionados para receber mentoria musical; confira
Dos 10 selecionados, três poderão fazer parte do line-up do festival que ocorre em Belém em novembro
Os nomes dos dez artistas selecionados pelo edital Seletivas Se Rasgum Amazônia Legal foram divulgados na última terça-feira, 5, pela organização do festival independente amazônico. Agora em setembro, os escolhidos passam a receber mentoria virtual de carreira e participam de pitching online com players do mercado musical. Os três que mais se destacarem farão parte do line-up do 18º Festival Se Rasgum, que ocorre entre os dias 14 a 18 de novembro, em Belém.
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Em entrevista ao Grupo Liberal, Renée Chalu, uma das idealizadoras do Se Rasgum, afirmou que estava muito feliz e animada com o resultado da curadoria. Ela destacou que este ano a seletiva recebeu mais de 200 inscrições de todos os Estados que compõem a Amazônia Legal.
"Precisamos conhecer mais da nossa música amazônica, não só nós mesmos, mas o Brasil inteiro. Esses nomes refletem muito bem nosso contexto de diversidade musical, temos música popular paraense com outras influências, música pop, o reggae. Estamos bem representados por esses dez artistas", acrescentou Renée.
Nesta 2ª edição, que mapeia as produções de artistas autorais, a maioria dos selecionados foram paraenses. Dentre eles, estão As Karuanas, Nega Ysa, Os Falsos do Carimbó e o Mestre Ney Lima Pela Paz, além dos Velhos Cabanos. Os ritmos trabalhados pelos intérpretes são únicos e acabam se misturando ao mesmo tempo ao caldeirão musical do evento.
As Karuanas são um grupo de mulheres indígenas formado por diferentes etnias da Região do Baixo Tapajós, que produzem um som que mistura seus próprios ritmos com o ritmo do carimbó. Em suas letras, elas falam sobre a importância de preservar a natureza e os rios.
A tradição do carimbó também é mantida pelos Os Falsos do Carimbó. Naturais do Distrito de Icoaraci, a identidade do grupo é familiar, formado pelos primos Hugo Caetano, Lucas Silva e Melk Moraes, e o percussionista Arilson DiPreto, o único de Oriximiná, que acompanham vários mestres, inclusive, Ney Lima Pela Paz, que também está entre os selecionados.
Já a rapper Nega Ysa, moradora do bairro da Pedreira, em Belém, traz em sua voz a representação da mulher preta vivendo em um ambiente machista; os Velhos Cabanos, de Icoaraci, são influenciados pelo rock progressivo por meio de entistas e setentistas, constroem rock progressivo com 5 cabeças criativas e muitos dedos nervosos: Onze da Silva (guitarra), Phellipe Fialho (voz e guitarra), Marcos Sarrazin (sax e teclados), Matheus Leão (baixo) e Lucas Franco (bateria).
Na lista dos selecionados, também constam artistas maranhenses (3), manauara (1), acreana (1) e mato-grossense (1). Criola Beat, D’Água Negra, ENME, Karola Nunes, Maya Dourado e Pantera Black foram escolhidas para completar o time dos que poderão cantar na edição de 2023.
ENME é a única artista queer escolhida da Seletiva. Natural do Maranhão (AM), ela reúne ritmos regionais ao rap e já circulou em vários palcos brasileiros com músicas e coreografias autorais. Dentre seus trabalhos publicados, ela tem um disco, dividido em três atos, que mistura trap, funk e cultura popular da sua região.
Maya Dourado canta e compõe suas vivências enquanto pessoa não binarie amazônica negra e periférica. Ela é natural do Acre (AC) e faz parte do projeto Escrevivências da Libertação, que atua dentro da penitenciária feminina de Rio Branco, com a ressocialização de mulheres negras em situação de cárcere privado.
Nesta edição, as Seletivas têm o patrocínio de Coca Cola e Cerveja Devassa pela lei Semear de incentivo à cultura, Fundação Cultural do Pará e Governo do Estado, e patrocínio do Banpará, por meio da lei federal de incentivo à cultura.
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