Comerciante Edinaldo Moraes sofre com rua sem pavimentação na Cabanagem
Na passagem Bom Sucesso, as ruas esburacadas e a falta de asfalto têm causado transtornos aos moradores
Na passagem Bom Sucesso, as ruas esburacadas e a falta de asfalto têm causado transtornos aos moradores
O comerciante conta que precisa enfrentar buracos e lama diariamente para chegar ao trabalho. “Essa rua que a gente frequenta há 40 anos continua do mesmo jeito”, desabafa. Ele também afirma que já precisou trocar a cadeira de rodas três vezes por conta das más condições da via. “Essa já é a terceira cadeira que eu tenho. A rua está complicada demais, não só pra mim, mas pra muita gente que passa por aqui”, afirma. O comerciante relata que o problema vai além da falta de asfalto: “Me disseram que foram fazer um serviço ali na rua, só abriram buraco e ficou pior ainda”.
Além das dificuldades pessoais, Edinaldo destaca que a rua representa risco para outros moradores. “Pessoas idosas, de bicicleta, de moto, já caíram. Como você viu, até para andar pelas calçadas dos outros a gente tem que dar um jeito”, relata.
A via, segundo ele, funciona como um dos principais acessos da região, especialmente quando há interdições em avenidas próximas. Apesar da rotina dura, Edinaldo segue firme no trabalho, contando com a ajuda do sobrinho para os deslocamentos. “De lá pra cá é uma batalha, só mesmo pra quem gosta de trabalhar”, diz. Ele faz um apelo às autoridades: “Asfaltaram todas as outras ruas e essa ficou nessa situação. Entra candidato, sai candidato, e nada muda”.
Morador da passagem Bom Sucesso há mais de 40 anos, o aposentado Raimundo Alves Moraes diz que a situação da rua, sem pavimentação e com buracos por toda parte, só piorou com o tempo. Ele também denuncia a falsa impressão de que a via foi asfaltada. “Eles alegam que a rua está feita, mas nunca foi. Moro aqui há 40 anos, sou testemunha”, garante.
Além dos transtornos no trânsito, ele destaca os prejuízos causados pelas chuvas e a ausência de drenagem adequada. “Isso aqui enche tudinho. Era pra terem feito um esgoto que levasse a água lá pra rua. Minha casa eu já levantei quatro vezes”, conta.
Segundo Raimundo, a situação atinge várias pessoas, inclusive quem usa cadeira de rodas e precisa passar pela via todos os dias para trabalhar, como o Edinaldo. “Já perdemos umas três cadeiras. Pessoa de idade cai, carro quebra, bicicleta trava”, lamenta. Ele cobra ações concretas do poder público: “O que a gente quer é de volta aquilo que damos pra eles, que são os nossos impostos. É nosso direito cobrar”.
A reportagem do O Liberal solicitou um posicionamento da Secretaria Municipal de Zeladoria e Conservação Urbana da Prefeitura de Belém sobre as condições precárias de pavimentação na via, no entanto, até o fechamento desta edição, não houve retorno.
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