Banco da Amazônia estimula a adoção de práticas que preservam o meio ambiente

Concessão de recursos é baseada em critérios sustentáveis

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Responsável por 64% do crédito de fomento da região amazônica, o Banco da Amazônia (Basa) utiliza recursos como forma de estimular a adoção de práticas sustentáveis nos nove estados em que atua: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão. A partir dessa base, a instituição financeira apoia diversos segmentos de clientes, desde o microempreendedor aos projetos de infraestrutura. Aspectos como emissão de carbono, risco climático e ecoeficiência são diferenciais nos negócios e aumentam a competitividade.

Márcia Mithie, gerente de planejamento do Banco da Amazônia, informa que a atuação ocorre de forma cíclica. “Todo o recurso que captamos na região é utilizado para financiar empreendedores locais, com o foco no desenvolvimento sustentável. O cliente que abre uma conta corrente ou tem uma conta poupança conosco está investindo na Amazônia, porque pegamos o recurso e isso volta para os empreendedores em forma de financiamento e empréstimos. E toda a base do Banco da concessão de crédito é em base sustentável, tem a premissa do cuidado”, destaca.

As linhas de financiamento levam em conta, além do risco do crédito, o maior impacto social. “Falamos do microcrédito, do agricultor familiar e, do outro lado, dos grandes projetos de infraestrutura. Temos esse olhar do impacto e ainda outras linhas denominadas verdes, voltadas para o agronegócio e para o setor empresarial”, completa Márcia.

De acordo com a gerente de planejamento, essas linhas de crédito têm como premissa a agricultura de baixo carbono, no caso do agronegócio, por exemplo; além do uso mais eficiente dos recursos naturais, como a água; a implementação de tecnologia; o manejo da atividade de pecuária. Inclusive, o Basa está lançando o Pecuária Verde, um produto com foco sustentável, que depende da tecnificação do empreendimento e de como os processos são manuseados na atividade. É importante ressaltar que as linhas verdes atendem todos os empreendimentos e setores.

Apoio

Para ter acesso à melhor solução, o empreendedor deve procurar uma das 118 agências, onde é possível buscar auxílio para identificar os produtos mais adequados para o negócio e possíveis atuações sustentáveis. “É importante que essa conversa ocorra para que o empreendedor busque financiamentos para melhorar, evoluir na sustentabilidade do empreendimento dele, pois ela é um diferencial. Vale à pena porque aumenta a competitividade, a perenidade dos negócios e os nossos gerentes estão aptos para apoiá-lo e orientá-lo. Então, por exemplo, a atividade pecuária, o gerente vai analisar e verificar se o produto se adapta ao perfil do produtor, dependendo do nível de tecnologia que ele utiliza na atividade dele e como está praticando, o potencial e adequações. A conversa é que vai iniciar toda essa orientação”, explica Márcia Mithie.

image Implementação de tecnologias e o manejo sustentável na pecuária são exemplos dentro do agronegócio que podem receber apoio do Banco (Tarso Sarraf / O Liberal)

Sustentabilidade

Para o Banco da Amazônia, parceiros que exerçam ou tenham interesse em práticas sustentáveis em seus negócios têm a porta aberta. “Teremos que fazer toda a análise de risco, o perfil do cliente. Essa etapa continua, mas já começamos a olhar com bons olhos e querendo fazer a parceria. Vamos abrir para ele o leque de oportunidades para ele ter um investimento para ampliar as bases sustentáveis dele, se ele quiser colocar energia solar, temos produtos adequados. Então, fora a questão da decisão do risco de crédito, é um parceiro de negócio que nos interessa e que tem tudo a ver com a atuação do Banco”, exemplifica a gestora.

image Márcia Mithie, gerente de planejamento do Basa, afirma que as operações de crédito olham para o desenvolvimento social e econômico, com bases sustentáveis (Arquivo pessoal)

Para 2022, o Basa deve trabalhar também com a certificação Tesouro Verde, onde o empreendedor se certifica, faz a compensação da emissão de carbono e pode financiar a certificação, que é muito importante para que ele também se coloque no mercado. “Isso, lá na frente, vai ser a base da CPR Verde do Governo Federal, que é a Cédula de Produto Rural, um mecanismo que vai recompensar o produtor pela preservação ambiental. É esse o olhar do Banco da Amazônia para o empreendedor e além, às vezes ele ainda não está financiando, investindo tanto, quer investir e não tem muito conhecimento. O Banco pode apoiá-lo”, afirma Márcia.

Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU norteiam política adotada pela instituição financeira

Para alcançar a missão de contribuir com o desenvolvimento sustentável da região, o Banco da Amazônia (Basa) cumpre a Agenda Ambiental, Social e de Governança (ASG), que orienta a implementação das políticas públicas e geração de resultados sólidos efetivos relacionados aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

Márcia Mithie fala da importância da política sustentável que o Banco adota, incentivando empreendedores rurais e urbanos através das linhas de créditos disponibilizadas. “Para nós, a sustentabilidade é a razão de ser do Banco. É o nosso posicionamento. Nós somos o braço do Governo Federal para a implementação das políticas públicas na região e a sustentabilidade é o que nos move. O crédito é o principal produto utilizado para desenvolver de forma sustentável os empreendimentos da Amazônia”, afirma.

A AGS foi pensada a partir dos ODS, um apelo global para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima, garantindo que as pessoas tenham paz e prosperidade, em qualquer lugar do mundo. Dos 17 objetivos, o Basa priorizou sete relacionados à sua área de atuação, com dez metas estabelecidas.

image Proteção dos recursos naturais da região amazônica é uma das premissas do Banco (Tarso Sarraf / O Liberal)

“A ASG traz esse olhar de como estamos utilizando os instrumentos de crédito, sempre visando a promoção e desenvolvimento social e econômico da região e em bases sustentáveis, e como estamos conscientizando os nossos colaboradores para que eles também tenham essa atuação cada vez mais sustentável e mais direcionada dentro do que é a política que o Banco da Amazônia preconiza”, pontua a gerente de planejamento da instituição.

ODS inseridos na atuação do Basa

1 – Erradicação da Pobreza: O Banco direciona recursos com vistas a implementação de políticas públicas que diminuam as desigualdades econômicas.

2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável: Os financiamentos concedidos induzem boas práticas com olhar especial a clientes de pequeno porte.

5 – Igualdade de Gênero: As mulheres do Basa contam com regras de encarreiramento em condições iguais, sem diferenciação ou preconceito, com iniciativas para apoio e empoderamento feminino.

7 – Energia Limpa e Sustentável: Há recursos para financiamentos de energia renovável para as pessoas físicas, empresas e nos projetos de infraestrutura, com incentivos internos para otimização dos recursos naturais.

8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico: Incentivo à inovação e modernização nos empreendimentos financiados, com foco no aumento da geração de empregos e apoio às micro, pequenas e médias empresas.

9 – Indústria, Inovação e Infraestrutura: Apoio às pesquisas científicas e projetos com objetivo de melhorar a qualidade de vida das pessoas.

15 – Vida Terrestre: Estímulo a preservação da biodiversidade e dos ecossistemas, com aporte para manejo florestal sustentável, preservação dos recursos naturais e apoio à bioeconomia.

Monitoramento e cuidado reforçam compromisso ambiental e climático

Ter parceiros de negócios que priorizam a sustentabilidade é um dos olhares que regem o funcionamento do Banco da Amazônia (Basa). A concessão de financiamentos é baseada em diretrizes como a da Política de Responsabilidade Socioambiental e Climática (PRSAC), que visam refletir os produtos da instituição em benefícios para a toda a região.

“Tudo o que financiamos vai retornar à sociedade com geração de emprego, salário, tributos – importante para que retorne ao governo e à região. Falamos muito da questão social, do pilar econômico e agora, mais do que nunca, o ambiental e climático é premissa. Esse é o resultado e o benefício de ter um Banco que atua 100% voltado para a Amazônia”, afirma Márcia Mithie.

As diretrizes da PRSAC também orientam as diversas relações do Banco, para além do crédito. “A transparência mostra como o Banco publica as suas ações e resultados, o Gerenciamento de Risco Socioambiental. Como uma estatal e instituição financeira, temos uma estrutura de governança robusta, tanto para atender as resoluções normativas do Banco Central e do Conselho Monetário Nacional como também para atender o que o Governo Federal espera do Banco da Amazônia no seu papel de desenvolvimento da região”, explica a gerente.

Compromisso

Os critérios legais e negociais determinam as ações do Banco, considerando os cuidados a serem tomados para a proteção da região amazônica. “A nossa vocação na Amazônia é o agronegócio, que tem uma exposição ao risco ambiental e climático elevado. Fomos um dos precursores para fazer a análise de risco socioambiental via sistema, fazemos o georreferenciamento das áreas. Temos pontos de controle para verificar se está ocorrendo desmatamento, abertura de área, como eles estão utilizando os recursos do imóvel rural. Esse olhar da sustentabilidade está em todas as etapas da concessão do crédito e de forma muito rigorosa também no monitoramento. O sistema é utilizado tanto na concessão quanto no monitoramento para ver se o empreendedor está abrindo área”, pontua.

Incentivo

O cuidado é mantido durante todo o relacionamento do Banco com o empreendedor, de forma que o recurso seja bem aplicado no objetivo financiado e com o cumprimento da base socioambiental preconizada nas políticas. “Temos auxiliado e incentivado para que o cliente coloque tecnologia, para que tenha uma ecoeficiência maior no empreendimento, utilização mais eficiente dos recursos naturais”, acrescenta a gestora.

O Banco também tem se fortalecido nas finanças verdes, se colocando como uma instituição forte e presente na região, tanto para captar novos recursos voltados ao desenvolvimento sustentável da Amazônia, como também para fazer pagamentos de compensação ambiental. “Vamos atuar com os clientes para que eles busquem certificações, comecem a se preparar para o que o Governo Federal está colocando da CPR (Cédula de Produto Rural) Verde. É um leque de oportunidades que se abre e tem tudo a ver com a atuação do Banco”, comenta Márcia.

Balanço

Em 2021, até novembro, o Basa financiou quase R$ 9 bilhões no Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), sendo R$ 4 bilhões em Linhas Verdes, representando mais de 45%. “No Pará, estamos em torno de R$ 2,9 bilhões e R$ 1,2 bilhão em financiamentos verdes. Isso quer dizer que começamos, de fato, a ter uma consciência melhor que essas práticas são apoiadas além de trazerem uma sustentabilidade para o negócio. É uma necessidade hoje cuidarmos da Amazônia, não há outra região com tanto olhar do mundo. Esse é um caminho sem volta e o Banco da Amazônia está aqui para promover essa transformação da região”, reforça a gerente.

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