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Uso prolongado de antidepressivos pode dobrar risco de morte súbita, aponta estudo

Estudo inédito foi apresentado neste domingo (30) no Congresso Anual Europeu de Cardiologia

Luciana Carvalho

Um estudo inédito apresentado no Congresso Anual Europeu de Cardiologia, neste domingo (30), revelou que o uso prolongado de antidepressivos mais que dobra o risco de morte súbita cardíaca, especialmente em adultos jovens. A pesquisa, conduzida pelo Hospital do Coração de Copenhagen, analisou dados de saúde de 4,3 milhões de dinamarqueses e indicou que o risco médio de qualquer exposição a esses medicamentos é de 56%.

O perigo aumenta com o tempo de uso. Pacientes que tomaram antidepressivos por mais de seis anos apresentaram risco ainda maior que aqueles que usaram por um a cinco anos. Em pessoas entre 30 e 39 anos, a probabilidade de morte súbita foi cinco vezes maior, enquanto na faixa dos 50 aos 59 anos o risco quadruplicou. Acima dos 70 anos, o risco ainda era duas vezes maior.

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Embora os antidepressivos possam afetar os ritmos cardíacos, os pesquisadores ressaltam que o tempo de exposição pode indicar doenças crônicas subjacentes ou fatores comportamentais ligados à depressão, como hábitos de vida prejudiciais e menor acesso a cuidados preventivos.

A pesquisa não diferenciou classes de medicamentos, mas os cientistas recomendam monitoramento cardiológico rigoroso para pacientes em tratamento prolongado, especialmente jovens adultos.

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