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Projeto usa esporte como ferramenta de inclusão para pessoas com deficiência

A iniciativa tem atendido a um número crescente de pessoas, com uma faixa etária que varia desde crianças de 06 anos até idosos de 60 anos.

Talison Lima / Especial para O Liberal

No cenário atual, onde a inclusão e acessibilidade são cada vez mais necessárias, o "Projeto Incluir" completa dez anos de funcionamento. A iniciativa, coordenada pelo professor de educação física Márcio Dias (Magrão), oferece esporte e lazer. Tudo de forma adaptada com foco em proporcionar saúde, bem-estar, cidadania e qualidade de vida a pessoas com diferentes tipos de deficiência.

Desde então, a iniciativa tem atendido a um número crescente de pessoas, com faixa etária que varia desde crianças de 6 anos até idosos, de 60. Atualmente, são 58 pessoas com deficiência atendidas e 30 em situação de vulnerabilidade social, que participam de atividades regulares promovidas pelo projeto, situado no município de Santa Izabel do Pará.

“Nossa missão é levar e fortalecer a inclusão por meio do esporte. Utilizamos o futebol como ferramenta de acessibilidade e a participação de nossos alunos no último clássico é exemplo de que podemos fazer a diferença na vida das pessoas”, contou Magrão.

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A dinâmica é diversificada e adaptada às necessidades dos participantes. Com apoio da esposa, Ivone Melo, de 44 anos, e de parceiros, além da alimentação são oferecidas uma gama de atividades físicas envolvendo o futebol.

Atendido pelo projeto, Adriel Reinaldo, de 30 anos, é um atleta com paralisia cerebral. Em 2018, ele se engajou em um projeto que mudou sua vida. “Antes disso, ele tinha pouca mobilidade, mas através das atividades do projeto, conseguiu evoluir ao ponto de conseguir ficar de pé, algo que antes era extremamente difícil para ele”, agradeceu.

Reconhecimento 

No ano de 2023 o "Projeto Incluir" venceu a categoria "Esporte Responsa" da 29ª edição do Troféu Romulo Maiorana (TRM). O evento, que reuniu grandes destaques do esporte paraense, é considerado o mais importante do cenário esportivo do estado. Para o coordenado por Márcio Dias, as portas abriram-se após o prêmio.

“Quando veio o Troféu Romulo Maiorana abriu as portas e se tornou um divisor de águas em nossas vidas, pois conseguimos alcançar mais visibilidade e parcerias. Com isso, novos alunos foram chegando e conseguimos ampliar o nosso atendimento não somente para pessoas com deficiência, mas também para crianças e jovens em vulnerabilidade”, reconhece.

Além disso, a participação ativa de idosos com e sem deficiência, o projeto tem gerado beneficiários de convívio social, bem-estar e combate à solidão à população idosa. “Eles se sentem úteis, pois podem colaborar e participar das atividades. Chegam a contar as horas para o próximo treino”, concluiu.

Pará