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Paysandu investe mais de R$ 2,5 milhões em obras no CT e na Curuzu; confira prazos

Segundo Fred Cabral, vice-presidente bicolor, melhorias estruturais são prioridade da direção. 

Caio Maia

O Paysandu já investiu mais de R$ 2,5 milhões em obras de revitalização patrimonial, conforme afirma o vice-presidente de gestão do clube, Fred Cabral. Segundo ele, o ano de 2024 é tratado pela diretoria como uma grande "virada de chave" para que o Bicola passe a integrar o hall de clubes com a melhor estrutura do país.

Nos últimos meses, o principal foco dos investimentos tem sido as obras no CT Raul Aguilera, localizado no bairro das Águas Lindas, em Belém. O Papão já possuía um campo de treinamento, mas faltavam estruturas para que a parte administrativa do clube pudesse funcionar no local. Na semana passada, iniciou-se o plantio do gramado do segundo campo, e a tendência é que os investimentos continuem.

"A necessidade de termos um segundo campo de treinos era máxima, porque um campo só não é suficiente. A parte operacional do CT continua em obras. Vamos construir vestiários, banheiros, uma estrutura administrativa mínima e estacionamento. Isso faz parte da segunda etapa de obras, que só ocorrerá após a conclusão do segundo campo", disse Fred Cabral.

Fred estabeleceu um prazo para que essas obras ocorram. Segundo ele, o novo campo de treinamento poderá ser usado pelos atletas em dois meses. A partir disso, outros investimentos serão feitos no CT.

"Fizemos o plantio de grama agora, mas requer um período de adaptação até que o gramado esteja pronto para uso. Até outubro, esperamos que ele esteja 100%. A partir disso, seis meses depois, a parte administrativa operacional será entregue também", afirmou.

Ampliação da Curuzu

A capacidade de público da Curuzu tem sido questionada pelos torcedores. Com os bons resultados do clube na Série B, as partidas do Papão no Vovô da Cidade têm ficado cada vez mais cheias, causando reclamações de superlotação. A ampliação do espaço, prometida pela diretoria, parece ser a solução mais plausível para o problema.

No entanto, segundo Fred Cabral, não há prazo para que a capacidade da Curuzu seja ampliada. Para que o projeto, que prevê o estádio para 20 mil pessoas, saia do papel, é necessário que mais investimentos cheguem ao clube.

"A ampliação está nos nossos planos, mas não tem um prazo determinado. Neste ano, já investimos muito dinheiro no CT e na Curuzu, muito mais do que nos anos anteriores. Arrisco a dizer que nunca na história do Paysandu houve tanto investimento na parte estrutural. Obviamente, o acesso à Série B e as entradas de direitos de imagem vão nos ajudar a tirar esse projeto do papel", explicou.

Apesar do maior sonho da torcida, a ampliação da capacidade de público do estádio, ficar para depois, o Paysandu tem feito melhorias internas na Curuzu. Nos últimos meses, foram criados camarotes, realizadas melhorias na parte administrativa e reformado o Bistrô Bicolor. Ainda para este ano, segundo Fred, o Papão quer fazer mudanças no sistema de iluminação e som.

"O nosso foco principal é a mudança do sistema de iluminação da Curuzu para luzes 100% LED. Dentro do nosso planejamento, queremos atender a um padrão de jogo acima do que temos, adequado à Primeira Divisão do Brasileirão e aos jogos da FIFA. Para que isso ocorra, também precisamos ter um bom sistema de som. Essas obras já estão sendo planejadas contando com as receitas dos direitos de imagem", finalizou.

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