Águia entra com representação contra arbitragem de jogo com Paysandu
O principal ponto de contestação do time de Marabá é um pênalti que teria ocorrido e não foi marcado aos 18 minutos do 2º tempo, quando a partida ainda estava 1 a 1
O clima esquentou após a classificação do Paysandu para a final do Campeonato Paraense. Eliminado, o Águia de Marabá protocolou, nesta quarta-feira (2), uma representação na Federação Paraense de Futebol (FPF) contra a arbitragem da partida disputada ontem (1). O clube alega ter sido prejudicado por erros que, segundo a diretoria, influenciaram diretamente no resultado do confronto, vencido pelo Papão por 3 a 1.
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O principal ponto de contestação do time de Marabá é um lance aos 18 minutos do segundo tempo, quando a partida ainda estava empatada por 1 a 1. Segundo a reclamação do Águia, o atacante Érico Júnior teria sido derrubado na área pelo volante Leandro Vilela, do Paysandu, em um lance que a arbitragem de campo e o VAR consideraram normal.
Na nota oficial divulgada pelo clube, a diretoria azulina critica duramente a atuação da equipe de arbitragem, liderada pelo árbitro Dewson Fernando Freitas da Silva. "O árbitro principal deixou de marcar uma penalidade evidente a favor do Águia de Marabá, erro mantido por toda equipe de VAR, liderada por Fernando Antonio Mendes de Salles Nascimento Filho", diz um trecho do comunicado.
Ainda segundo o documento, a transmissão televisiva e parte da imprensa esportiva apontaram a existência do pênalti, reforçando a indignação do Águia.
"O áudio do VAR apenas deixou a situação mais desastrosa, visto que foi afirmado que não houve contato faltoso. É evidente, para qualquer pessoa que tenha experiência mínima no futebol, que o atleta atacante parou a bola, fintando o adversário, e, em um caminho absurdo, o atleta do Paysandu impediu que o atleta do Águia firmasse seu pé no chão", continua a nota.
Além do lance do pênalti não marcado, o Águia também questiona a arbitragem no terceiro gol do Paysandu, já nos acréscimos. O clube alega que houve uma falta cometida por um jogador do time adversário na origem do lance, mas que a arbitragem teria invertido a marcação. "O atleta do Paysandu atropela com seu cotovelo projetado às costas do atleta do Águia", reclama o clube marabaense.
A representação foi enviada à FPF e agora aguarda análise da entidade. Até o momento, a Federação e a Comissão de Arbitragem ainda não se manifestaram sobre o caso.