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Venda de chocolates regionais deve ter até 20% de aumento na Páscoa

Consumidores costumam deixar encomendas para a última hora, diz empresário

Maycon Marte

A venda de chocolates tende a aumentar no período da celebração da páscoa, e, para uma das lojas especializadas em doces com sabores regionais em Belém esse percentual pode chegar até 20% nesse período. Apesar da expectativa, o empresário do ramo João Batista se mantém cauteloso, devido ao encarecimento de insumos utilizados na sua produção. Segundo ele, a estratégia é aguardar a demanda dos consumidores, que costumam realizar as encomendas mais perto da celebração da páscoa, que acontece no dia 20 de abril.


A loja aposta em doces regionais há mais de vinte anos com sabores focados em cupuaçu, bacuri, açaí e castanha. Devido ao encarecimento da matéria prima, os preços também variam de R$ 30 a R$ 200, entre os doces menores e os ovos de páscoa, fabricados especificamente para esse período. Os valores variam, segundo ele, “do recheio que vai na casca e do tipo de bombom no recheio”.

O empresário explica que os pedidos ainda não se intensificaram neste início de mês, mas que isso deve mudar perto do período da semana santa, que antecede a celebração da páscoa, no dia 20 de abril. “O pessoal vai deixar um pouco para cima da hora, algumas empresas e pessoas físicas também. As pessoas caem naquele exemplo de quem mora fora, passa um período aqui e antes de viajar encomenda”, exemplifica.

Os pedidos aleatórios podem ser entregues no mesmo dia, mas sempre no contraturno, para não apressar tanto a produção e perder a qualidade. Um pedido realizado de manhã pode ser entregue na tarde. O empresário também atende empresas e negócios maiores, mas as pessoas físicas ainda são a sua principal demanda.

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Segundo ele, o perfil dos consumidores é principalmente de paraenses que moram fora e turistas interessados nos sabores regionais. “A gente espera um fluxo de turismo um pouco maior e as pessoas que são paraenses e moram fora, vem para visitar parentes e acabam levando”, explica. Esse fluxo se repete nas festividades do Círio de Nazaré, que Batista descreve como “o melhor período de vendas”, seguido do Natal e em terceiro lugar a Páscoa. 

O aumento nas vendas durante o círio pode chegar a 40%. Porém, mesmo nesse período, o comportamento de consumo caiu. Segundo ele, essa mudança nos últimos anos aconteceu devido ao comportamento dos visitantes, que deixaram de chegar muito tempo antes da festividade e também não demoram mais tanto para partir.

A matéria prima para o recheio dos doces vem principalmente de produtores da região norte, mas não se restringe ao mercado de Belém ou do Pará. Outros estados como Acre e Maranhão também fornecem insumos como castanha e cupuaçu. A única exclusividade, segundo ele, é o açaí, comprado apenas no mercado interno.

“A nossa matéria prima básica, em relação ao recheio, todo ano tem um aumento de preço, esse ano muito por conta das queimadas, então, teve uma escassez de fornecimento de cupuaçu, por exemplo, aí o preço da uma disparada e a gente acaba tentando com outras matérias primas baratear”, afirma.

COP 30

No caso excepcional da realização da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), o empresário mantém a qualidade dos recheios e aposta nas embalagens. Esse processo também se repete nas outras datas em que as vendas crescem. “A gente foca muito em cima das embalagens, que enchem os olhos, mas o produto se mantém o mesmo e a gente tenta variar bastante nas embalagens”, explica.

Economia