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Bolsas de Nova York voltam a despencar com perdas de 5% após reação da China a Trump

Estadão Conteúdo

As bolsas de Nova York despencaram pelo segundo dia consecutivo e fecharam o pregão desta sexta-feira, 4, com perdas superiores a 5% em seus três principais índices de ações. O sentimento geral de aversão ao risco se intensificou logo no início da sessão, com o anúncio de que a China pretende retaliar os Estados Unidos com uma tarifa de 34% sobre as importações americanas.

O Dow Jones caiu 5,50%, aos 38.314,86 pontos; o S&P 500 cedeu 5,97%, aos 5.074,08 pontos; e o Nasdaq recuou 5,82%, aos 15.587,79 pontos, entrando em "bear market" com queda de mais de 20% desde seu recorde em dezembro.

Na semana, o Dow Jones caiu 7,86%, o S&P 500 perdeu 9,08% e o Nasdaq tombou 10,02%.

Foi o pior desempenho semanal dos três índices desde o auge da crise da covid-19, o que tem levantado preocupações sobre uma possível recessão da maior economia do planeta. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, minimizou os temores sobre uma possível recessão e afirmou que a atual queda no mercado acionário não reflete um enfraquecimento estrutural da economia.

As ações das chamadas "Sete Magníficas" - Microsoft, Tesla, Nvidia, Apple, Amazon.com, Meta Platforms e Alphabet - também voltaram a despencar, apenas um dia depois de o grupo perder US$ 1,03 trilhão em valor de mercado.

A Apple caiu 7,3%, penalizada pela dependência da fabricação chinesa. A Tesla derreteu 10,5% após a retaliação chinesa, ampliando a queda a quase 40% no ano.

A Nvidia perdeu 7,4%, diante de temores de atraso no lançamento do hardware Blackwell da empresa.

Curiosamente, o governo dos EUA afirmou que tarifas de 32% sobre as importações de Taiwan não se aplicariam aos chips. A maioria dos chips da Nvidia é fabricada na ilha.

A Intel despencou 11,5% após ter subido no pré-mercado com um relatório que afirmava que a empresa firmou um acordo preliminar para criar uma joint venture com a TSMC.

Os papéis da Chevron derreteram 8,2%, em dia de tombo do petróleo. Também pressionada pela retaliação chinesa, a Boeing caiu 9,5%.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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