Durante a pandemia, universitários de Belém fazem capacitação sobre fauna amazônica

Alunos da UFPA, Unama, Uepa e Ufra participaram de workshop sobre ararajubas e serpentes no Parque Estadual do Utinga

Eduardo Rocha

Estudantes universitários aproveitaram o tempo disponível, de 20 de julho a 7 de agosto, para aprofundar conhecimentos científicos sobre a fauna amazônica, por meio de um workshop de capacitação no manejo das ararajubas (Guaruba guarouba) e de serpentes que é realizado no Parque Estadual do Utinga Camillo Vianna, em Belém. O workshop conta com alunos dos cursos de Biologia, Ciências Naturais, Medicina Veterinária e Zootecnia da UFPA, Unama, Uepa e Ufra.

As atividades foram promovidas pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio), para possibilitar aos graduandos compartilhar experiências e conhecimento técnico das atividades de manejo do projeto "Reintrodução e Monitoramento das Ararajubas em Unidades de Conservação da RMB - Belém Mais Linda!".

O projeto promove a reintrodução desta espécie, considerada extinta na Região Metropolitana de Belém. Os universitários aprenderam sobre as atividades de manejo, monitoramento e reabilitação das ararajubas.

Os participantes respeitaram o uso da máscara e o distanciamento social, como medidas de prevenção à covid-19. "Demonstramos o manejo alimentar, o treinamento de voo, a biometria e o comportamento das ararajubas. Sempre atentando para que o contato das ararajubas com o ser humano seja o mínimo possível, porque esses animais precisam ficar aptos para a vida livre", explicou a bióloga do Ideflor-Bio/DGBio, Renata Emin.

Serpentes

A segunda parte do workshop foi ministrada pelo pesquisador responsável pela atualização do inventário faunístico de répteis e anfíbios do Parque do Utinga, Augusto Jarthe. Em oito anos de pesquisas, já foram identificadas 39 espécies de serpentes na Unidade de Conservação Estadual. Entre elas existem as peçonhentas, sendo três espécies de corais e a jararaca (Bothrops atrox).

"Mostramos as espécies de serpentes presentes aqui no Parque e o grau de periculosidade que podem apresentar. Tratamos sobre as características das serpentes e como evitá-las, pois o ideal é não fazer o manejo dessas espécies. Mas eles aprenderam sobre o manejo correto para que não haja nenhum dano para o animal. ", declarou Augusto Jarthe.

Capacitação - Para o biólogo do Ideflor-Bio/DGBio, Leonardo Magalhães, "essa é uma oportunidade de fornecer educação ambiental de qualidade e informar a população em geral, através das ações realizadas pelo Ideflor-Bio dentro das unidades de conservação e, principalmente, com o projeto de reintrodução as ararajubas no Parque do Utinga".

"Aqui tivemos a oportunidade de ter a prática. Pensando como futura profissional bióloga, estou tendo a experiência de manejar, saber os cuidados que devo ter tanto comigo quanto com os animais. Abriu a minha visão para possibilidades futuras de trabalho", afirmou Jéssica Bezerra, 23 anos, acadêmica do 7º semestre de Biologia da UFPA.

Já para a Ana Clara Balata, 20 anos, acadêmica de Biologia da Uepa, esse foi o primeiro contato prático com o manejo de espécies silvestres. "É uma forma de nos motivar a continuar estudando e aprendendo coisas novas", disse a jovem.

O projeto "Reintrodução e Monitoramento das Ararajubas nas Unidades de Conservação da Região Metropolitana de Belém - Belém Mais Linda!" é pioneiro no Estado. A ave da família dos psitacídeos (mesma dos papagaios) estava extinta localmente na Região Metropolitana de Belém e não era avistada em vida livre nos céus da capital desde a década de 1940.

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