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Na COP 29, deputado cita IDH baixo do Pará, critica ‘agendas supérfluas’ e defende sustentabilidade

Durante o evento, no Azerbaijão, Rogério Barra se posicionou a favor da proteção ao meio-ambiente, mas protegendo o setor produtivo e a agricultura familiar

O Liberal
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Durante participação na 29ª edição da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 29), o deputado estadual Rogério Barra (PL) fez críticas ao que considera “agendas supérfluas” durante eventos desse tipo, citou o IDH baixo do Pará, e defendeu o desenvolvimento sustentável, com proteção ao setor produtivo e aos agricultores familiares. Realizada em Baku, no Azerbaijão, a COP 29 antecede a COP 30, que será realizada em Belém, em dezembro do próprio ano.

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“Trago um posicionamento de proteção ao meio-ambiente, mas também protegendo o nosso setor produtivo, a agricultura familiar, de qualquer medida radical, porque são eles que geram emprego e renda para o nosso povo”, declarou Barra. O parlamentar lembra que a Amazônia tem os piores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil, “com boa parte da população na pobreza ou na extrema pobreza”, disse. O IDH relaciona três indicadores: renda, educação e longevidade da população.

Dados do Índice de Desenvolvimento Humano por munícipio (IDHM) divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU), em maio deste ano, apontou o Pará como um dos piores estados do Brasil na medição deste índice, com 0,690, mesmo resultado do Piauí, em uma medição que vai até 1. O Pará ficou à frente apenas do Maranhão (0,676), Alagoas (0,684) e Amapá (0,688).  

Em 13 de novembro, o Senado aprovou o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa, tema tratado com prioridade pelo Governo Federal e intitulado regulamentação do mercado de carbono. O assunto também está debatido na COP 29. Para Rogério Barra, a matéria deve, prioritariamente, considerar que os valores obtidos por preservação ambiental precisam ser revestidos, sobretudo, em melhorias das condições de vida da população da Amazônia. Barra também alertou para que o assunto seja tratado com equilíbrio, diante do cenário controverso da Região da Amazônia.

“Nós temos legitimidade para discutir o assunto porque nós vivemos na Amazônia, diferente da maioria que está aqui na COP. Antes de alguns países falarem sobre exploração sustentável, de floresta em pé, eles precisam discutir, junto com a gente, políticas públicas para levantar boa parte da população da Amazônia, que vive na situação de pobreza”, ressaltou Rogério Barra.

Ele ainda falou das “agendas supérfluas”, que esvaziam um debate importante, que é a preservação ambiental aliada ao desenvolvimento sustentável. “A COP30 é muito mais importante que shows internacionais e maior do que essas agendas propostas pela (ideologia de) esquerda sem nenhum comprometimento com o desenvolvimento do nosso estado”, alegou. “Estou participando da Conferência, para garantir o direito de voz”, acrescento, argumento que “a esquerda” não pode monopolizar a pauta ambiental. “Toda vez que a esquerda chegou ao poder, ela destruiu o meio ambiente”, afirmou.

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