Metralhadoras furtadas em SP são encontradas pela polícia do Rio de Janeiro
Número de armas encontradas subiu para 19
O Exército e a Polícia Civil do Rio de Janeiro apreenderam, nesta quarta-feira (1º), mais duas metralhadoras ponto 50 do arsenal do Exército furtadas no mês de setembro, em Barueri, região metropolitana de São Paulo. Junto às metralhadoras foi encontrado também um fuzil calibre 7,62 que não tinha sido contabilizado no roubo.
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O equipamento militar foi encontrado na Avenida Lúcio Costa, na Praia da Reserva, Zona Oeste do Rio, em um veículo pertencente a Jesser Marques Fidelix, apontado como o homem que negociava as armas com o Comando Vermelho, no Rio. O dono do automóvel não estava presente no local.
Com a apreensão, sobre para 19 o número de armas recuperadas, das 21 que foram levadas. Outras duas armas do modelo ponto 50 continuam desaparecidas.
Quem é Jesser Marques?
Natural do Espírito Santo, Jesser é investigado como suposto fornecedor de armas e drogas para organizações criminosas que atuam na capital fluminense. Ele mora em São Paulo e atua em conjunto com o tráfico do Rio.
Em diligência na casa da sogra de Jesser, nesta terça-feira (31), equipes de segurança receberam a informação de que ele esteve no endereço na noite anterior, mas deixou o local na manhã seguinte e foi para outro endereço da família, com o argumento de que ficaria mais à vontade lá.
Apesar da intensificação nas buscas pelo suspeito e pelas armas, Jesser não foi encontrado. Os policiais conseguiram localizar somente o carro dele na Avenida Lúcio Costa, na altura da Praia da Reserva.
De acordo com os investigadores, o automóvel estava com as placas adulteradas, fator que aumentou as suspeitas em relação a ele. Durante a revista, os agentes encontraram as três armas, que estavam embrulhadas com um plástico preto. O material foi encaminhado para perícia e em seguida deve ser devolvido para o Exército.
Operações conjuntas
Em Guarulhos (SP), o Exército e a Polícia Militar de São Paulo chegaram a fazer uma operação, na última terça-feira (31), para tentar localizar as outras 4 metralhadoras extraviadas.
Além das duas recuperadas hoje, outras 17 armas já tinham sido reintegradas em outubro, após operações conjuntas do Exército com as polícias dos dois estados.
Autoridades informam que as armas foram retiradas do quartel por militares e que seis deles estão sendo investigados por suspeita na participação do furto. Em seguida, o material foi negociado com facções criminosas, como o Comando Vermelho (CV), no Rio, e o Primeiro Comando da Capital (PCC), em São Paulo.
(*Kamila Murakami, estagiária de jornalismo sob supervisão de Hamilton Braga, coordenador do Núcleo de Política)