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Parque do Utinga presta homenagem à memória de Camillo Vianna

Além do Parque do Utinga, a Federação Educacional Infanto-Juvenil e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente promoverão plantios de espécies florestais para marcar a passagem de um ano de morte do médico, professor e ambientalista

Valéria Nascimento

Esta quinta-feira (10), marca a passagem do primeiro ano de morte do médico, professor e ecologista Camillo Martins Vianna, considerado um dos grandes defensores da Amazônia, com atuações em prol do meio ambiente dentro e fora do País. Em homenagem à história de vida do ambientalista, o Parque Estadual do Utinga Camillo Vianna - que desde janeiro de 2020 leva o nome dele, por lei homologada pelo governo estadual - realizará o plantio de uma muda de samaúma na entrada do parque, na presença de familiares e amigos. O evento, que seguirá os protocolos de precaução contra o novo coronavírus, também terá a distribuição de mudas de espécies florestais.

 

"Nós não devemos relaxar com as medidas de proteção contra o novo coronavírus, então tudo será sem aglomeração, com as medidas de prevenção. Não podemos relaxar. Meu tio era um ambientalista guerreiro quando poucos falavam sobre o tema e se preocupavam com o meio ambiente. Há 50 anos ele já queria proteger a Amazônia, o que é atualíssimo'', disse Noemi Vianna, sobrinha do doutor Camillo, engenheira florestal e pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental, em Belém.

 

PROGRAMAÇÃO

 

A programação começará às 8h no Parque Estadual do Utinga Camillo Vianna, com o plantio de uma muda de samaúma, e distribuição de espécies como açaí, ipê rosa e amarelo. Às 11h, haverá o plantio de uma nova muda de samaúma e de outras espécies florestais na Federação Educacional Infanto-Juvenil (Feij), na avenida Magalhães Barata, em São Brás.

Em seguida, às 17h, a homenagem será da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), com o plantio de uma muda de pau- brasil na praça Camillo Vianna, na avenida Romulo Maiorana, no bairro do Marco. As homenagens se encerram com uma missa às 18h, na Basílica de Nossa Senhora de Nazaré.

 

Nas homenagens, estão confirmadas a presença de representantes da Associação de Biólogos do Pará e da Sociedade de Preservação aos Recursos Naturais e Culturais da Amazônia  (Sopren) e da Semma.

 

Um dos pioneiros no Pará e na Amazônia na militância pela conservação da biodiversidade, Camillo Vianna era referência para pesquisadores, jornalistas e entidades preocupados com a preservação dos recursos naturais.Foi ele quem fundou, em 1968, a Sociedade de Preservação aos Recursos Naturais e Culturais da Amazônia (Sopren).

 

Camillo também criou as Semanas Amazônicas de Preservação e foi quem organizou o 1º Encontro dos Povos Indígenas do Xingu. Na Universidade Federal do Pará (Ufpa) atuou como vice-reitor e pró-reitor de extensão, e foi o autor do trote ecológico.

 

A pesquisadora Noemi Vianna informou que um estudo defendido recente na Universidade Federal do Pará (UFPA), em programa de pós-graduação em mestrado, atesta que os bosques criados pelos plantios dos trotes ecológicos resultaram em 14 mil metros² de cobertura vegetal, com espécies florestais diversas, como mogno, paricá, maçaranduba, pau-mulato, seringueiras, andiroba.  

 

Em 10 de setembro de 2019, aos 93 anos de idade, o médico foi vítima de complicação renal e faleceu em Belém. Foram, segundo a família, 80 anos de defesa da Amazônia, atuando dentro e fora do Brasil.

 

 

Belém