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Calouros com deficiência fazem passeio para conhecer a UFPA

Apresentação do campus contou com a presença de um intérprete de Libras e de uma audiodescritora

Dilson Pimentel

"É muito importante pra gente já ir conhecendo toda a Universidade", disse Alice Modesto, 18 anos, caloura de Administração da Universidade Federal do Pará. Ela é cega. E, com a presença de um intérprete de Libras e de uma audiodescritora, as pessoas com deficiência (PcDs) que estão ingressando na instituição este ano participaram de um passeio pela UPFA, que começou por volta de 11h40 de ontem (12). Eles foram transportados em ônibus que geralmente é usado para passeios turísticos de estudantes na instituição e que estará adaptado para mostrar a Universidade aos mais de cem novos calouros PcDs da UFPA. A programação, gratuita, é aberta ao público. Mas apenas cinco participaram do passeio.

Alice Modesto disse que, com esse passeio, as pessoas com deficiência vão se adaptando e sabendo onde fica cada lugar na UFPA. Calouro de Direito, Eliel Delgado, 46 anos, também embarcou no ônibus. "Por causa da minha baixa visão, tenho dificuldade para me situar dentro da Universidade, que é novidade para mim", afirmou. O ônibus saiu de frente do Centro de Eventos Benedito Nunes (CEBN) e deu a volta em todo o campus, desde o Parque de Ciência e Tecnologia (PCT-Guamá) até o primeiro portão. O evento é realizado pelo projeto CampusTUr (como é denominada essa programação de boas-vindas) em parceria com a Coordenadoria de Acessibilidade (Coacess), vinculada à Superintendência de Assistência Estudantil da UFPA. "A gente mostrou os principais pontos. E, nessas paradas, a gente descreve o que tem nessa parada, como é a entrada, como é a estrutura física desse local para as pessoas cegas. E, para as pessoas surdas, há um intérprete de libras", explicou Lângela Carmo, audiodescritora da Coordenadoria de Acessibilidade.

Segundo ela, o objetivo é que o aluno tenha independência de, ao entrar no circular, saber em qual parada vai descer e como vai entrar nesse prédio. No Centro de Eventos Benedito Nunes (CEBN), os calouros também receberam informações sobre a Associação de Discentes com Deficiência (ADD-UFPa), que surgiu em 2017 com a missão de acolher e apoiar os alunos com qualquer tipo de deficiência e Transtorno Global do Desenvolvimento, objetivando esclarecer sobre direitos, além de fomentar discussões e debates para contribuir com a construção de uma Universidade mais plural, acessível e inclusiva.
 

Belém