Alta de preços gera fila em busca de ovos na promoção em Belém
A capital paraense tem a segunda maior prévia da inflação do país, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)
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A alta no preço dos alimentos tem levado consumidores a buscarem alternativas para economizar. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra uma longa fila de pessoas em frente a um estabelecimento comercial na rua dos Mundurucus, no bairro da Cremação, em Belém. O motivo: Uma promoção de ovos vendidos a R$ 24. Na gravação, um cliente comenta que o valor atraiu diversos consumidores ao local, refletindo o peso da inflação no bolso da população.
O cenário de aumento nos preços de itens básicos tem sido um dos desafios do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, registrou variação de 1,39% em fevereiro, em Belém, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número foi o segundo maior entre as capitais pesquisadas, ficando atrás apenas de Recife (1,49%).
A alimentação foi um dos principais fatores para a alta da inflação na capital paraense. O grupo de alimentação e bebidas registrou aumento de 1,53% em relação a janeiro, sendo o segundo maior índice do Brasil, superado apenas por Salvador (1,95%). Entre os produtos que mais pesaram no orçamento, destacam-se as bebidas e infusões (4,87%) e os panificados (2,33%). Por outro lado, houve queda nos preços de cereais, legumes e oleaginosas (-2,82%) e de açúcares e derivados (-1,11%).
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Segundo o analista do IBGE no Pará, Luiz Cláudio Martins, a inflação dos alimentos impacta diretamente o orçamento das famílias, principalmente aquelas de menor renda. “Quando você tem itens que têm um crescimento, como o café, a cenoura e o açaí, que são produtos muito consumidos por nós aqui no Estado, isso acaba gerando um grande impacto”, explica.
Para driblar o aumento dos preços, muitos consumidores recorrem a promoções e buscam alternativas para substituir produtos mais caros. No entanto, como alerta Martins, em alguns casos, não há “substitutos perfeitos”.
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