O que pensam os influenciadores digitais paraenses sobre os likes ocultos

A jornalista Layse Santos contou a experiência dela no primeiro dia de Instragram com ocultamento de likes. Ela entrevistou influenciadores digitais paraenses e especialistas que contam sobre o novo mundo sem curtidas e com mais conteúdos

Layse Santos | Conexão AMZ
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Aposto que em todos os seus grupos de Zap, o dia, hoje, começou discutindo  o ocultamento dos likes no Instagram. Claro, o meu também começou assim... Corri pro Insta e, por volta do meio da manhã, já não via o número de curtidas dos perfis que seguia.

E uma parte dos meus 25 mil seguidores já não visualizava meus números. Outra parte ainda não estava inclusa no grupo piloto que testa a nova medida no Brasil.

image Instagram começa testes para ocultar número de curtidas no Brasil (Divulgação)

 

“Não queremos  que as pessoas sintam que estão em uma competição dentro do Instagram”, afirmou, em nota, a empresa, que decidiu testar o ocultamento das curtidas em fotos e as visualizações de vídeos.

 

Minha segunda reação foi monitorar as redes e entender o que os influenciadores digitais paraenses acham de tudo isso. Entrevistei alguns deles e as opiniões são muito divididas. Uma parte festeja a novidade. Mas outros acreditam que a nova estratégia atende a um interesse comercial da empresa Instagram, que precisa vender enquanto plataforma comercial que é.

Você pode ver as entrevistas da @geruzafonseca, Trisha Guimarães da @acasacomoelae, @pettersonfarias e @dina_carmona  no vídeo e nas redes sociais da @amz.

Dá o play aqui:

O QUE PENSO EU

E o que eu acho de tudo isso? Demorou, né? Acho que a pressão dos likes tá fazendo muita gente surtar. Os danos psicológicos são enormes. Ora, se eu, adulta, monitoro minhas redes, acompanho os números e me pergunto por que uma foto “rendeu” ou não, imagine um adolescente ou uma digital influencer que precisa vender na internet e, em muitos casos, acredita que depende dos likes. Pode ser enlouquecedor, de verdade. O Instagram percebeu o quanto pode ser imputado por essa ansiedade geral mundial e decidiu testar o novo, minimizar riscos.

Ser julgado pelo tribunal dos likes todos os dias não é mesmo saudável. Vai demorar pra acostumarmos, mas penso que, aos poucos, vamos entender melhor que o sentido de compartilhar se traduz em uma boa conversa e, não, nos likes. Verdade que não será fácil preparar o mercado pra isso. Muitas empresas ainda acreditam na força do like, nas métricas da vaidade, ignorando todos os outros bons indicadores de performance.

Temos um caminho pela frente. Por isso, bati um papo com um especialista em métricas, profissional que mede performance de conteúdos nas redes sociais, entendendo os números e mostrando o quão eficiente foi uma campanha de uma empresa ou de um produtor de conteúdo. Você poder ouvir o podcast dando o play aqui.

DANOS

Aproveitando nossa conversa por aqui, compartilho um conteúdo que andei pesquisando sobre os excessos da exposição às redes sociais.

#Depressão: achar que o sucesso está ligado ao número de likes vai te fazer sofrer sempre que olhar o feed da blogueira bombada. Acredite, o mundo perfeito do Instagram não existe.

#Ansiedade: é como se todo dia estivesse acontecendo uma grande festa mundial e você não pudesse perder nenhum minuto. O medo de ficar de fora gera uma doença conhecida como FOMO.

#Ausência: A hiper conexão nos deixa fora do mundo real. Perdemos as conexões com o que realmente importa: família, amigos, amores

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