#GiroAMZ: O amor está no ar
Casamentos homoafetivos cresceram no Pará. Veja também no #Giro: paraenses seguiram endividados em outubro e Pará ocupa última colocação em ranking de investimento em saúde
Casamentos homoafetivos aumentaram
Mais pessoas do mesmo sexo casaram Pará no ano passado. Foi o que demonstrou a pesquisa Estatística do Registro Civil, realizada pelo IBGE. Segundo o Instituto, o número de casamentos homoafetivos subiu de 76, em 2016, para 100, em 2017 no estado. Um aumento de 31,5%. Quando se compara o número total de casamentos – que inclui todos os tipos – houve uma ligeira queda: de 33,69 mil para 33,66 mil nos últimos dois anos.
Outro dado apontado pela pesquisa é a faixa etária em que as pessoas se casam no Pará. Entre as mulheres, a maioria dos casamentos registrados em 2017 ocorreu entre 20 e 24 anos. Uma redução de idade em relação a 2016, quando a maioria das noivas tinha entre 25 e 29 anos. Essa é a mesma faixa etária registrada entre os homens nos anos de 2016 e 2017. Os meses mais procurados pelos casais para oficializar a união são julho, novembro e dezembro.
Saúde sem recursos
Um levantamento inédito realizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) colocou o Pará em último lugar no ranking de investimento em saúde por habitante. No Estado, o Poder Público gasta, diariamente, R$ 1,93 por pessoa. Ao longo de 2017, o gasto em saúde foi de R$ 703,67 por cada um dos 8,4 milhões de habitantes. A pesquisa abrange um período de dez anos, de 2008 a 2017.
Em nível estadual, Belém ocupa a 23ª colocação entre as capitais, considerando apenas as despesas com recursos próprios do município. Na capital paraense, o valor anual por pessoa é de R$ 247,48, abaixo da média nacional que ficou em R$ 398,38 per capita aplicados em ações e serviços de saúde pelas Prefeituras. No Brasil, por pessoa, foram investidos R$ 1.271,65. Com apenas quatro estados investindo valores per capita acima da média nacional: Roraima (R$ 1.771,13), Mato Grosso do Sul (R$ 1.496,13), Tocantins (R$ 1.489,18) e Acre (R$ 1.306,91).
Apertem os cintos, endividamento é alto
Mais da metade da população economicamente ativa do Pará permaneceu endividada no mês de outubro, em comparação com setembro. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Federação do comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Pará (Fecomércio-PA) em parceria com a Confederação Nacional do Comércio (CNC).
O levantamento aponta que, neste período, a taxa de endividamento teve ligeira alta, passando de 54,2% em setembro para 54,6% no último mês. O percentual de inadimplentes, que são os endividados que possuíam contas em atraso, também apresentou alteração: 28,9 % no mês anterior e 28,1% no mês analisado.
Já em comparação com outubro de 2017, foi observado um aumento na taxa de endividados de 39,90% para 54,6%. Mas houve queda na inadimplência, que passou de 35,60% para 28,10%. O número de pessoas endividadas que afirmaram não ter condições de colocar suas dívidas em dia no mês seguinte também caiu entre setembro e outubro deste ano; passando de 21,70% para 15%.
Estados também estão endividados
O Tesouro Nacional divulgou um balanço da situação fiscal dos estados brasileiros. Em 2017, 14 deles estouraram o limite de gastos com a folha de pagamento de pessoal previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal. Acre e Roraima estão nesta lista. Somadas, esse tipo de despesas subiu em mais de R$ 25 bilhões só em 2017. A boa notícia é que os demais estados da região Norte, inclusive o Pará, foram classificados como em situação fiscal saudável, recebendo nota “B”.
A secretaria do Tesouro Nacional deu notas para todos os estados, inclusive o Distrito Federal, de acordo com a capacidade de pagamento das dívidas de cada um. As notas "A" e "B" indicam uma boa situação fiscal. Enquanto “C” ou “D” sinalizam que a situação fiscal é ruim a ponto de os estados não terem condições de acesso a crédito e financiamento da União.