Pará registra quase 40% de casos de síndrome respiratória aguda grave do total de 2023

Sespa afirma que os casos são reflexo de doenças sazonais

Camila Guimarães

Só este ano, até a última sexta-feira (26/04), 1.720 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) foram notificados no Pará - o que representa 38,9% do total do ano passado - e 163 mortes foram registradas, conforme revelam dados da Secretaria da Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa). O cenário se dá após o Boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz na última quinta-feira, 25, apontar que o Pará é um dos 23 estados com crescimento de casos de SRAG a longo prazo. Belém também é destacada como uma entre as 21 capitais do país com indício de aumento. 

A incidência de SRAG no Estado é atribuída a doenças sazonais, neste período de chuvas, que podem causar síndrome respiratória. Com mais aglomeração de pessoas, há o aumento do risco de infecção por diversos vírus e mais pessoas costumam buscar atendimento nas Unidades de Saúde públicas, o que eleva as notificações, conforme explica a própria Sespa.

No ano passado, o Estado contabilizou 4.420 casos de SRAG e 367 mortes - números menores do que no ano anterior, 2022, quando foram registrados 6.871 casos e 1.163 mortes.

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Segundo o Boletim InfoGripe, os outros 22 estados que apresentam crescimento de SRAG na tendência de longo prazo, além do Pará, são: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e Tocantins.

Além de Belém, as capitais com indício de aumento de SRAG são: Aracaju (SE), Belo Horizonte (MG), plano piloto e arredores de Brasília (DF), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Macapá (AP), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Recife (PE), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).

A redação integrada de O Liberal entrou em contato com Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) para comentar o cenário, mas, até o momento, não houve resposta.

VSR em comparação a Covid-19

O Boletim InfoGripe também aponta que o vírus sincicial respiratório (VSR) responde por 57,8% do total de casos recentes de SRAG com identificação de vírus respiratório. Enquanto que o vírus da covid-19 tem sido responsável por 10,7% dos casos. “A atualização do Infogripe continua apontando para o aumento no número de novas internações por infecções respiratórias em praticamente todo o país. E isso se dá, nesse momento, fundamentalmente por conta do vírus VSR”, comenta o pesquisador do Programa de Computação Científica (Procc/Fiocruz) e coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, em fala concedida à Agência Brasil.

No Pará, os dados da Sespa revelam o oposto da tendência nacional: do total de SRAG notificada no Estado este ano (de janeiro a 26 de abril), 14,1% correspondem à infecção pelo vírus da covid-19 (244 em números totais) e 7,7% por VSR (134). A covid-19 também foi a responsável por maior parte dos óbitos por SRAG - 117, contra 4 causadas por VSR.

Nos dois últimos anos, a covid-19 tem sido a principal causadora de SRAG - tanto para casos quanto para mortes - na comparação com o vírus VSR. Confira o comparativo:

Casos e óbitos por SRAG no Pará

2022

  • Casos por covid-19: 3.579
  • Óbitos por covid-19: 924
  • Casos por VSR: 34
  • Óbitos por VSR: 1
  • Total de SRAG (incluindo por outras causas): 6.871
  • Total de morte por SRAG (incluindo por outras causas): 1.163

2023

  • Casos por covid-19: 534
  • Óbitos por covid-19: 129
  • Casos por VSR: 309
  • Óbitos por VSR: 6
  • Total de SRAG (incluindo por outras causas): 4.420
  • Total de morte por SRAG (incluindo por outras causas): 367
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