Cesta básica: Belém é a segunda capital com maior alta de preço em 2023

Das 17 capitais brasileiras onde o Dieese realiza a pesquisa mensal, 11 apresentaram quedas no preço da cesta básica

Igor Wilson
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A alimentação dos paraenses voltou a ficar mais cara. É o que mostra pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgada nesta terça-feira (6). Os levantamentos apontam que no mês passado (maio), o custo da alimentação básica dos paraenses voltou a apresentar alta, um mês após uma ligeira queda. O custo médio da cesta básica dos paraenses ficou em R$ 669,80, alta de 1,37% em relação a abril. Das 17 capitais brasileiras onde o Dieese realiza a pesquisa mensal, 11 apresentaram quedas no preço da cesta básica, ao contrário de Belém, que ficou como a segunda capital com maior alta de preço em 2023, com número bem acima da inflação.

image Belém tem a cesta básica a quase R$ 670 (Reprodução Dieese)

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Utilizando os números de maio como parâmetro, o trabalhador paraense gastou mais da metade do novo salário mínimo (R$ 1.320) para comprar uma cesta básica. Os produtos que apresentaram as maiores altas de preços foram o tomate (reajuste de 9,90%), seguido do leite (4,80%), feijão (2,48%), manteiga (1,37%) e a farinha de mandioca (0,40%). Também no mês passado, os produtos da Cesta que apresentaram recuo de preços foram: óleo de soja (com queda de 12,30%), arroz (-6,84%), açúcar (-1,22%), carne bovina (-1,09%), café (-1,08%) e a banana (-0,11%). 

O custo da cesta básica para uma família padrão paraense, composta de dois adultos e duas crianças, ficou em R$ 2.009,40, sendo necessário, portanto, quase um salário e meio, baseado no valor do novo mínimo, para garantir as mínimas necessidades alimentares. Ainda em maio, para comprar os 12 itens básicos da cesta básica, o trabalhador paraense comprometeu 54,86% do salário mínimo e teve que trabalhar 111 horas e 38 minutos das 220 horas previstas em Lei. 

Brasil

O preço da cesta básica de alimentos caiu em 11 capitais no mês de maio em comparação com abril. As maiores quedas ocorreram em Brasília (-1,9%) e Campo Grande (-1,85%). As altas principais foram observadas em Salvador (1,42%) e Curitiba (1,41%). O Dieese pesquisa mensalmente o preço da cesta em 17 capitais. 

São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 791,82), seguida de Porto Alegre (R$ 781,56), Florianópolis (R$ 765,13) e do Rio de Janeiro (R$ 749,76). Os menores valores foram registrados em Aracaju (R$ 553,76), João Pessoa (R$ 580,95) e Recife (R$ 587,13). 

Comparando o preço da cesta de maio de 2023 com o mesmo período de 2022, houve aumento em 14 capitais, com variações que oscilaram de 0,98%, em Aracaju, a 7,03%, em Fortaleza. Em três capitais houve queda: Recife (-1,47%), Curitiba (-1,38%) e Florianópolis (-0,9%). 

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano (de janeiro a maio), o custo da cesta básica aumentou em 11 capitais, com destaque para as taxas acumuladas em Aracaju (6,28%), Belém (4,75%) e Salvador (4,14%). As quedas, que ocorreram em seis capitais, variaram de -4,24%, em Belo Horizonte, a -0,4%, no Rio de Janeiro. 

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